Justiça
por Redação BNews com informações de Claudia Cardozo
Publicado em 10/02/2026, às 10h02 - Atualizado às 10h05
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Rotondano, afirmou nesta terça-feira (6) que a gestão vai tratar como prioridade a situação dos servidores e a realização do novo concurso para juízes. As declarações foram feitas durante um café e bate-papo com a imprensa.
Segundo ele, há diálogo em curso com a categoria, mas ainda existem pontos sensíveis. “Saíram daqui mais tranquilos, mas ainda a gente precisa tratar da questão dos reajustes. Precisamos de um plano de cargos e salários para os nossos servidores”, disse.
De acordo com o presidente, um grupo já foi criado para estruturar a proposta. “Nós estamos organizando. Criamos um grupo para cuidar dessa situação.”
Concurso com data para começar e terminar
Rotondano também falou sobre o concurso para juízes, que será organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ele demonstrou preocupação com prazos e disse que quer controle rigoroso do cronograma.
“Eu quero manter contato com a FGV. Eu quero um cronograma do concurso. Eu quero dia e hora de começar e terminar esse concurso.”
O desembargador relembrou a experiência à frente do concurso de cartórios extrajudiciais da Bahia, iniciado em 2013, quando presidia o tribunal.
“Foi o último concurso a iniciar no Brasil e o primeiro a terminar”, afirmou. Segundo ele, enquanto outros estados enfrentaram longos atrasos, a Bahia concluiu o processo em cerca de três anos.
“Nós começamos em abril de 2013 e em janeiro de 2015 já estavam recebendo a delegação”, contou.
Ele comparou com Pernambuco, que teria encerrado o certame anos depois. “Precisou um desembargador de São Paulo ser designado para terminar.”
Rotondano atribuiu o resultado ao acompanhamento direto e ao diálogo constante com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “A gente ajustava o que poderia travar o concurso. Reunia a comissão e resolvia.”
O presidente também citou a experiência no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “No TRE eu fiz um concurso em 120 dias. Até hoje tem gente desse concurso e não teve um mandado de segurança.”
A intenção agora é repetir o modelo. “Com essa experiência, eu vou pedir à FGV que toque o nosso concurso. Mas eu quero cronograma. Quero previsibilidade.”
Para o presidente do TJ-BA, concurso público precisa ter planejamento e segurança jurídica. “Eu preciso disso”, reforçou.
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