Justiça
O juiz auxiliar Rafael Henrique Tamai, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, se irritou durante o interrogatório do ex-assessor de assuntos internacionais do governo Bolsonaro, Filipe Martins, nesta quinta-feira (24).
O momento foi marcado por discussões entre o réu e seu defensor com o magistrado que presidia a sessão, além da Procuradoria-Geral da República (PGR). Martins passou a descrever as condições de sua prisão preventiva.
Rafael Rocha avaliou que o réu estava sendo “circular” e pediu que Martins fosse breve. “Aqui não é momento para ficar dando aula sobre o que é utilitarismo ou não, o que é pragmatismo ou não. Vamos concluir, por favor. Aqui é sobre fatos”, disse o juiz.
O advogado Jeffrey Chiquini saiu em defesa do cliente: “Há um injustiçado do tamanho de Filipe Martins, uma semana falando não seria muito”. Com a paciência no limite, o juiz chamou atenção do réu mais uma vez.
“Não, não estou dizendo o que o senhor pode ou não. O senhor vai concluir ou não? O interrogado não sou eu, o interrogado é o senhor”, rebateu. O STF está realizando a coleta de interrogatórios dos réus dos núcleos 2 e 4 da trama golpista.
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