Cultura

Wagner Moura detona governo Bolsonaro e condena Ditadura Militar durante celebração histórica no Globo de Ouro: "Ferida aberta"

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Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a ganhar o prêmio de Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro, no último domingo (11)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Globo News
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 12/01/2026, às 13h31 - Atualizado às 14h55



Após receber o prêmio inédito para o cinema brasileiro de Melhor Ator de Drama no Globo de Ouro, no último domingo (11), o ator baiano Wagner Moura destacou a importância de seguir produzindo obras que abordam a Ditadura Militar e criticou a forma como o ex-presidente Jair Bolsonaro lidou com a cultura nacional entre 2019 e 2022.

O posicionamento de Wagner surgiu após ser questionado sobre qual seria o motivo do interesse da indústria cinematográfica internacional por produções brasileiras, especialmente aquelas que retratam o período autoritário vivido pelo país entre 1964 e 1985.

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"A ditadura ainda é uma ferida aberta na vida brasileira. Ela aconteceu apenas 50 anos atrás. Nós recentemente tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então, a ditadura militar ainda é muito presente na vida diária dos brasileiros. Então, precisamos continuar fazendo filmes sobre ela", afirmou o baiano em entrevista coletiva.

A pedido de um repórter, o ator também comentou o atual momento vivido pelo audiovisual brasileiro em premiações internacionais, como o Oscar e o Festival de Cannes, ao classificar o cenário atual da sétima arte nacional como “muito bonito” para os longas produzidos no Brasil, e aproveitou para criticar Bolsonaro ao afirmar que seu governo foi “sombrio” para o país.

"Depois de um período sombrio, nós temos um momento de democracia onde podemos respirar, e nós temos um governo que entende que cultura é importante para o desenvolvimento do País. Então, eu acredito que seja mais ou menos isso que esteja acontecendo agora. É democracia, cultura, filmes, eles coexistem. Eles não vivem um sem o outro", disse Moura.

Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, é ambientado em 1977, em Pernambuco, e acompanha a trajetória de um professor universitário que deixa São Paulo e se muda para o Recife durante a Ditadura Militar.

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