Economia & Mercado
Após acusar um restaurante renomado de Salvador de plagiar seus produtos, a Tidelli divulgou nesta terça-feira (3) uma poltrona com design exclusivo. A fabricante de móveis usou as redes sociais para divulgar o novo produto.
"Original não se copia. Se reconhece. Esse é mais um design exclusivo Tidelli. Não basta parecer. Tem que ser Tidelli", diz parte da legenda da postagem.
A Poltrona Escuna, como foi denominada, é assinada por Maria Cândida Machado artista e designer de Ribeirão Preto. O modelo combina corda náutica customizável e pés em madeira com um assento ergonômico pensado para oferecer conforto absoluto.
Relembre o caso
A Tidelli acusa o Almacen Pepe de replicar peças que estavam sendo negociadas. Já o restaurante afirmou que não praticou qualquer cópia intencional, violação de direitos autorais ou de propriedade industrial em seu estabelecimento.
O que diz a Tidelli?
A Tidelli se posicionou, em nota enviada ao BNews, sobre o episódio relacionado à abertura do restaurante Almacen Pepe no Shopping Barra. A empresa destacou que a pirataria de móveis configura crime e fere diretamente os direitos de propriedade intelectual. Segundo a marca, suas peças são fruto de projetos autorais, protegidos por registro e propriedade industrial.
A empresa afirmou que a cópia de produtos não apenas caracteriza crime previsto na legislação brasileira, como também prejudica o mercado criativo e induz o consumidor ao erro, uma vez que o item adquirido não possui a procedência, nem os padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade oferecidos pela Tidelli. Ressaltou, ainda, que esse não é um posicionamento isolado, uma vez que o Sindicato da Indústria do Mobiliário do Estado da Bahia (Moveba) também manifesta repúdio à apropriação indevida de conceitos e designs, defendendo uma atuação ética e a valorização da cadeia produtiva local.
A empresa acrescentou que reconhece o direito de escolha do consumidor, que pode adquirir os produtos que desejar, de acordo com seu gosto pessoal e orçamento. Contudo, ponderou que essa liberdade não se sobrepõe à legislação, que protege os direitos autorais e industriais dos criadores e das empresas. Para a Tidelli, defender o direito do consumidor não deve ser confundido com legitimar práticas ilegais, como a reprodução não autorizada de produtos de design.
Sobre a peça utilizada no restaurante, a Tidelli esclareceu que ela não faz parte do portfólio da empresa que a reproduziu, o que, segundo a marca, evidencia se tratar de uma cópia não autorizada. Informou também que o valor correto da cadeira original é de R$ 2.800,00 — e não R$ 30.000,00, como foi divulgado no programa.
A empresa lamentou a repercussão negativa e afirmou que a divulgação de informações falsas e distorcidas acabou prejudicando a imagem de uma empresa que atua há mais de 30 anos, gerando empregos e valorizando o design nacional. A marca pontuou que, em nenhum momento, citou publicamente o nome do restaurante envolvido, embora tenha sido surpreendida com o episódio — especialmente porque, segundo a empresa, um dos representantes do Almacen Pepe teria ido até a loja para conhecer pessoalmente a peça que foi posteriormente copiada.
A Tidelli frisou que a discussão não se trata de uma obrigação de compra de seus produtos, mas sim da prática de reprodução de um trabalho autoral, devidamente registrado e reconhecido pela sua qualidade, excelência e originalidade. A empresa alertou, ainda, que situações como essa acabam por gerar confusão no consumidor, associando, de forma equivocada e injusta, a imagem da marca a peças que não possuem seus padrões de qualidade, seu compromisso ambiental e sua identidade.
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