Economia & Mercado

Baianos rejeitam cassinos e apostas online; maioria acredita que jogos são perigosos

Joédson Alves/ Agência Brasil
A pesquisa mostra que a maioria dos baianos defende a proibição de apostas  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves/ Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 24/01/2025, às 16h00



Uma pesquisa realizada pelo Instituto Opnus, em janeiro deste ano, revelou que os baianos têm uma visão negativa sobre os jogos de azar virtuais, como apostas online e cassinos virtuais. Enquanto 20% dos entrevistados admitiram já ter feito alguma aposta online, 80% afirmaram nunca ter apostado.

A percepção de perigo associada aos jogos é alta: 78% consideram as apostas perigosas, contra apenas 11% que acreditam que não são, enquanto outros 11% não souberam ou não quiseram opinar.

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Apostas online e perfil dos apostadores
Embora a maioria dos baianos não tenha participado de apostas online, alguns recortes mostram diferenças entre os grupos:

Homens: 21% já apostaram, contra 19% das mulheres.
Renda mais alta: Entre os que ganham mais de seis salários mínimos, 25% já realizaram apostas, maior proporção em comparação aos que ganham até um salário mínimo (20%).

Proibição de Bets e cassinos virtuais
Quando questionados sobre a regulamentação desses jogos, os baianos se mostraram majoritariamente favoráveis à proibição:

  • Bets e apostas online: 64% defendem que devem ser proibidas, 24% acreditam que devem ser permitidas, e 12% não opinaram.
  • Cassinos virtuais: O índice de rejeição é ainda maior, com 77% favoráveis à proibição e apenas 15% defendendo a permissão.

Cruzamentos por renda
A opinião sobre a proibição varia entre as faixas de renda, mas a rejeição é predominante em todas:

  • Apostas online (Bets):

Até 1 salário mínimo: 63% defendem a proibição.
Acima de 6 salários mínimos: 64% também são contrários à permissão.

  • Cassinos virtuais:

Até 1 salário mínimo: 77% são contrários.
Acima de 6 salários mínimos: 76% defendem a proibição.

Percepção de perigo
A maioria dos entrevistados, independente da renda, considera os jogos de azar perigosos:

  • Até 1 salário mínimo: 73% acreditam que são perigosos.
  • Mais de 6 salários mínimos: Esse índice sobe para 87%.

Metodologia

  • Número de entrevistados: 800 pessoas
  • Sexo: 53% mulheres e 47% homens
  • Grau de escolaridade: 43% com até o ensino fundamental, 45% com ensino médio e 12% com ensino superior
  • Religião: 71% não evangélicos e 29% evangélicos.
  • Região do estado:
    Salvador: 19%
    Centro-Sul: 18%
    Centro-Norte: 16%
    Sul: 13%
    Região Metropolitana: 11%
    Nordeste: 11%
    Vale São-Franciscano: 7%
    Extremo Oeste: 5%
  • Renda familiar dos entrevistados

Até 1 salário mínimo: 46%
De 1 a 2 salários mínimos: 20%
De 2 a 6 salários mínimos: 22%
Mais de 6 salários mínimos: 5%

  • Faixa etária
    16 a 24 anos: 14%
    25 a 34 anos: 20%
    35 a 44 anos: 23%
    45 a 59 anos: 27%
    60 anos ou mais: 16%

Classificação Indicativa: Livre

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