Economia & Mercado

Black Friday: Procon-BA alerta para golpes e fraudes que podem enganar consumidores

Paulo Pinto/Agência Brasil
Black Friday acontece na próxima sexta-feira (28); confira alertas do Procon-BA  |   Bnews - Divulgação Paulo Pinto/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 27/11/2025, às 08h00



Com a Black Friday se aproximando, aumentam também os riscos para quem pretende aproveitar os descontos. Para garantir compras seguras, tanto em lojas físicas, quanto online, é importante ter atenção redobrada, assim como fazer verificação de preços e ter conhecimento dos direitos do consumidor.

O superintendente do Procon-BA, Tiago Venâncio, reforça que essa é a época do ano em que as fraudes mais se multiplicam. Entre as práticas mais comuns identificadas por ele, está o famoso ‘metade pelo dobro’. “O lojista aumenta o preço do produto dias antes da Black Friday e, no dia do evento, anuncia um desconto que ‘volta’ o preço ao valor anterior, criando a impressão de economia substancial”, disse ao BNews. 

Venâncio orienta que os clientes façam pesquisas antecipadas e acompanhem o histórico de valores para evitar cair na armadilha. Além disso, alerta para que fiquem atentos a sites falsos e páginas clonadas, que praticam o famoso phishing. 

“Criminosos criam versões idênticas ou parecidas de sites conhecidos para capturar dados dos consumidores (login, senha, cartão). Esses sites chegam via anúncios falsos, e-mails ou mensagens em redes sociais”, disse o superintendente. 

Segundo ele, neste período, os criminosos investem massivamente em anúncios patrocinados e conteúdos falsos nas redes sociais. “Anúncios no Facebook, Instagram ou buscadores redirecionam para lojas fraudulentas com ofertas ‘imperdíveis’”, afirmou.

O golpe do phishing, por e-mail ou SMS, é igualmente frequente. “Mensagens se passam por comunicações oficiais de lojas ou transportadoras e pedem para clicar em links ou confirmar dados”, continuou. 

O Procon-BA também tem observado aumento nos casos de boletos adulterados e QR Codes falsos para pagamento via Pix. De acordo com o órgão, o golpista envia um boleto ou Pix para pagamento, mas o dinheiro cai na conta de um terceiro. Muitas vezes o consumidor acha que está falando com a loja correta no WhatsApp, mas, na verdade, está caindo em uma fraude.

Há ainda problemas dentro das próprias plataformas de venda, como preços que sobem na finalização do pedido ou fretes exagerados. “O valor exibido na página do produto difere do valor cobrado no fechamento do pedido; o frete só aparece de forma clara ao final da compra e pode se tornar proibitivo”, concluiu Venâncio.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)