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BNews Summer: Verão altera comportamento de consumo nas capitais brasileiras; veja qual setor é mais impactado e por que

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Verão, marcado por temperaturas acima da média histórica, pressiona a lavagem doméstica e sustenta a alta na busca por lavanderias  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 05/01/2026, às 08h59 - Atualizado às 09h01



O verão tem alterado de forma consistente o comportamento de consumo nas capitais brasileiras, e o impacto é visível no setor de lavanderias. As operações de autoatendimento registram alta de 25% a 30% nos meses de dezembro e janeiro, impulsionadas por férias escolares, viagens mais frequentes, festas de fim de ano e maior rotatividade de roupas leves que exigem ciclos rápidos de higienização.

O movimento acontece em um ambiente de expansão do setor de serviços, que avançou 4,1% em setembro de 2025 na comparação anual, reforçando a tendência de que famílias urbanas terceirizem tarefas domésticas para otimizar tempo justamente no período mais movimentado do calendário. A procura por lavanderias cresce porque a rotina doméstica se torna menos eficiente em dias de calor e umidade elevadas, ampliando o tempo de secagem e pressionando a capacidade das máquinas residenciais. 

Nas capitais, onde condomínios registram picos de consumo de água e maior circulação de visitantes, o serviço profissional passa a absorver uma demanda que o ambiente doméstico não consegue atender. “As pessoas viajam mais, recebem mais e lavam mais roupas, e isso cria uma demanda que extrapola a estrutura tradicional da casa. A lavanderia de ciclo rápido entra como solução prática e confiável”, afirma Isaelson Oliveira, CEO do Grupo Hi.

Esse comportamento sazonal revela uma oportunidade clara para o crescimento de franquias de serviços essenciais. O setor de lavanderias tem sido um dos mais beneficiados pela reorganização da vida urbana, que combina menos espaço nos apartamentos, maior jornada fora de casa e expansão do trabalho híbrido, fatores que ampliam a busca por conveniência e previsibilidade.

Nas operações de dezembro e janeiro, o tíquete médio sobe graças ao aumento de peças sensíveis ao verão, como roupas esportivas, moda praia e roupas de festa, que demandam processos específicos e prazos curtos. O fluxo de viagens internacionais e domésticas, também eleva o volume entregue às unidades antes e depois das férias. Para 2026, a indicação do mercado é que o verão continuará funcionando como um gatilho de expansão para redes estruturadas, reforçando o papel do modelo de franquias no atendimento à demanda urbana. Segundo ele, a combinação entre sazonalidade, conveniência e mudanças no estilo de vida tende a consolidar o setor como um dos mais resilientes do franchising brasileiro.

“O pico do verão não é apenas um efeito do calendário, ele aponta para uma transformação mais profunda na forma como as pessoas lidam com o tempo. Franquias de serviços essenciais crescem justamente porque conseguem padronizar qualidade e velocidade em meses de maior pressão”, afirma Isaelson. Nesse cenário, formatos de operação que privilegiam autonomia, alta rotatividade e menor consumo de água vêm ganhando espaço entre consumidores que buscam previsibilidade e rapidez no dia a dia. A estrutura de autoatendimento utilizada pela Lavanderia 60 Minutos, baseada em ciclos rápidos e máquinas profissionais de alta eficiência, responde justamente a essa demanda, permitindo que o serviço absorva os picos de verão sem perda de velocidade ou capacidade operacional.

Classificação Indicativa: Livre

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