Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 26/07/2026, às 12h00
O valor médio da cesta básica nas 27 capitais do país atingiu R$ 779,95, exigindo que o trabalhador comprometa 52,02% do salário mínimo líquido apenas para garantir a alimentação básica do lar.
Na prática, significa dizer que quem recebe o piso nacional precisa trabalhar 105 horas e 51 minutos por mês exclusivamente para pagar pelo conjunto de alimentos essenciais.
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Os dados são de um levantamento feito em conjunto pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mostra que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92.
O valor considerado ideal equivale a cerca de cinco vezes o piso nacional vigente (R$ 1.621) e supera amplamente o rendimento médio do trabalhador brasileiro apurado pelo IBGE, que é de R$ 3.726.
O preço da cesta básica, composta por itens essenciais à alimentação do brasileiro, varia muito nas cidades do país, sofrendo interferência de impostos estaduais, produção de alimentos e dados de consumo da população.
Quem mais precisa trabalhar para comer são os paulistas: são necessárias 131 horas e 2 minutos de trabalho, 45 horas e meia a mais de esforço por mês em comparação a quem vive em Aracaju, o equivalente a quase dois dias inteiros de jornada profissional a mais destinados à compra do mesmo conjunto básico de alimentos.
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