Economia & Mercado

Fecomércio-BA vê na 'Semana S' oportunidade de aproximar serviços e demandas do empresariado

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Presidente destaca impacto de Sesc e Senac e defende reformas para melhorar ambiente de negócios no estado  |   Bnews - Divulgação Deivid Santana / BNEWS
Redação BNews com informações de Alex Torres

por Redação BNews com informações de Alex Torres

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Publicado em 08/05/2026, às 10h30 - Atualizado às 10h33



O empresário Kelsor Fernandes, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), afirmou que a Semana S será uma vitrine do que o sistema vem entregando à população há décadas. 

“Vamos mostrar à nossa sociedade o que o sistema faz, o que faz há 80 anos”, disse, ao detalhar a dimensão das ações que serão concentradas nos dias 15 e 16 de maio, em Salvador.

A fala veio durante a apresentação oficial da programação. Kelsor não economizou nos números ao tentar dimensionar o alcance: só o Senac, nos últimos quatro anos, registrou 317 mil matrículas e atendeu mais de 70 mil pessoas com cursos totalmente gratuitos. Do outro lado, o Sesc, segundo ele, impactou cerca de 2,2 milhões de pessoas apenas na área de cultura.

“Temos um trabalho gigantesco para mostrar à sociedade”, resumiu.

Dois dias, públicos diferentes
A estrutura do evento foi dividida com alvos bem definidos. No dia 15, a agenda fica concentrada na Casa do Comércio, com palestras e encontros voltados ao empresariado. A ideia, nas palavras do presidente, é estimular troca direta com nomes de peso.

“Palestras importantes, de renome nacional, para que os empresários tomem conhecimento, se capacitem e troquem ideias”, explicou.

Já no dia 16, o foco muda completamente. O evento desce para o Shopping Paralela e abre ao público geral, com serviços gratuitos ao longo do dia. A programação termina com um show da banda Filhos de Jorge.

Pressão por diálogo e reformas
No meio da apresentação da Semana S, Kelsor puxou um tema que tem sido recorrente nas falas do setor: a dificuldade de empreender no país. Sem rodeios, apontou a necessidade de pressão constante sobre o poder público.

“O que nós temos feito é cobrar diálogo para que a gente possa encontrar caminhos de minorar os problemas que é ser empresário nesse país”, disse.

Ele citou diretamente o ambiente de incerteza provocado por discussões como a reforma tributária e uma possível reforma administrativa. Assuntos que, segundo ele, têm gerado apreensão.

“Isso tem causado muita atenção dentro do empresariado, mas estamos trabalhando junto com o poder público para encontrar caminhos”, afirmou.

Tecnologia e vitrine para o pequeno
A escolha da programação passa, também, por esse cenário. A aposta foi trazer representantes de grandes empresas para falar de inovação, sustentabilidade e gestão, temas que, na prática, acabam filtrados para a realidade local.

“Estamos trazendo CEOs de empresas importantes, como Microsoft, Heineken e iFood, exatamente para que eles possam conversar sobre o que estão praticando e que pode oferecer ao empresariado baiano”, disse.

“Empresário é um batalhador”
Ao falar de perspectiva, Kelsor adotou um tom mais direto. Evitou previsões otimistas ou pessimistas e preferiu reforçar o perfil de quem está no setor. “Empresário, o nome já é por si só um batalhador”, afirmou.

Segundo ele, o papel da entidade é justamente atuar onde o empresário não consegue chegar, seja por falta de tempo, seja pela pressão do dia a dia. “Muitas vezes ele não consegue nem fazer uma capacitação porque o negócio precisa dele 24 horas.”

No fim, a agenda defendida converge para pontos estruturais: previsibilidade regulatória, segurança jurídica e melhores condições para expansão dos negócios. “Que ele [empresário] possa prestar serviço, gerar emprego, gerar renda e pagar impostos”, disse.

Classificação Indicativa: Livre

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