Economia & Mercado

Fim do “chocolate fake”? Nova regra pode encarecer produto no mercado

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Após aprovação na Câmara, proposta aguarda votação no Senado e pode exigir adaptação das empresas às novas normas  |   Bnews - Divulgação Pixabay / Ilustrativa
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/03/2026, às 06h43 - Atualizado às 06h49



Um projeto que está em análise no Senado pode mexer diretamente no preço de um dos doces mais populares do país: o chocolate. A proposta estabelece regras mais rígidas sobre a quantidade mínima de cacau nos produtos vendidos no Brasil.

Na prática, a ideia é obrigar as marcas a usar mais cacau nas receitas e deixar mais claras as informações nos rótulos. Pelo texto, chocolates amargos ou meio-amargos terão que ter pelo menos 35% de cacau, enquanto os ao leite precisarão de, no mínimo, 25%.

A mudança busca evitar que o consumidor leve para casa um produto que parece chocolate, mas tem composição mais próxima de versões com menos cacau e mais gordura vegetal, algo apontado em estudos feitos pela Universidade de São Paulo.

Mas essa exigência pode pesar no bolso. Isso porque o cacau é justamente o ingrediente mais caro da fórmula. Com a necessidade de aumentar a proporção, a tendência é que os produtos mais baratos, que hoje usam substitutos, fiquem mais caros.

Além da composição, o projeto também prevê mudanças nas embalagens. As informações sobre os ingredientes terão que aparecer com mais destaque, ocupando uma parte maior do rótulo. Empresas que não seguirem as regras poderão sofrer punições.

Enquanto isso, fabricantes de chocolates artesanais afirmam que já trabalham com níveis mais altos de cacau e não devem ser afetados na receita, apenas na rotulagem. Já a indústria tradicional demonstra preocupação e diz que as novas regras podem impactar a produção e limitar a criação de produtos.

A proposta já foi aprovada na Câmara dos Deputados e agora aguarda votação no Senado. Caso avance, as empresas terão um prazo para se adaptar às novas exigências.

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