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Gastos inesperados em casa? Seguro residencial bate R$ 6 bi em arrecadação e vira aliado das famílias que não querem surpresas no orçamento

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Tempestades, chuveiros queimados e infiltrações: cada vez mais brasileiros recorrem ao seguro residencial para evitar prejuízos inesperados  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil/Tomaz Silva
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/03/2026, às 05h45



Se uma chuva forte derrubar árvores, alagar a garagem ou danificar o portão eletrônico, você já sabe: o prejuízo não é só material, é dinheiro saindo do bolso. Para parte das famílias, o seguro residencial já cobre esses imprevistos. Para outras, o impacto se transforma em contas que chegam a se estender por meses.

E não é só em grandes tempestades que o seguro faz diferença. Um cano estourado, uma fechadura travada ou um curto-circuito podem gerar gastos que pesam no orçamento, especialmente quando o reparo precisa ser feito rápido e com mão de obra especializada.

Mercado em expansão
Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o seguro residencial no Brasil ultrapassou R$ 6 bilhões em arrecadação entre 2023 e 2025, com crescimento de 16,5% em 2024 na comparação com o ano anterior. Hoje, cerca de 13 milhões de casas no país têm algum tipo de cobertura, o que representa apenas 17% dos lares, mas indica um mercado em expansão.

O crescimento é puxado não apenas por eventos climáticos extremos, mas também pelo aumento do custo de reposição de eletrodomésticos e serviços de reparo. Além disso, a insegurança urbana eleva a procura por coberturas contra roubo e furto qualificado.

“Trocar um portão eletrônico, consertar uma instalação elétrica ou reparar infiltrações já não cabe no orçamento de boa parte da população. O seguro residencial ajuda a manter o orçamento em pé”, explica Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguros Viagem.

Do grande desastre ao dia a dia
Hoje, os seguros residenciais modernos vão além de incêndios ou explosões. Muitos incluem serviços de chaveiro, eletricista, encanador e reparos emergenciais — tudo acionável por aplicativo, de forma rápida.

“Não é só para o pior cenário. O cliente usa no dia a dia, reduz gastos emergenciais e ganha tranquilidade”, afirma Reichenbach. “O imóvel deixou de ser apenas um lugar para morar: é um ativo que precisa de proteção contínua.”

A digitalização facilitou a contratação: coberturas modulares, preços acessíveis — muitas vezes menores que o custo de um jantar fora — e apólices assinadas em minutos.

Por que vale a pena
Com os custos de materiais e mão de obra em alta, o impacto de pequenos problemas domésticos é cada vez maior. Um simples vazamento pode exigir semanas de obra e comprometer o orçamento familiar.

O seguro residencial, portanto, funciona como um amortecedor financeiro: não evita o problema, mas impede que ele vire uma crise.

Para 2026, a tendência é de que essa lógica se fortaleça. Mais eventos climáticos, maior volatilidade urbana e pequenos imprevistos cotidianos fazem do seguro residencial uma ferramenta estratégica no planejamento financeiro das famílias brasileiras.

“Não é o evento extremo que mais pesa, mas a soma dos pequenos imprevistos. O seguro virou uma forma de manter o orçamento em pé quando tudo ao redor parece instável”, conclui Reichenbach.

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