Economia & Mercado

Gigante japonesa é processada por cobranças abusivas na venda do PlayStation; entenda

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Empresa é acusada de usar posição dominante no mercado para cobrar cobranças abusivas a jogadores  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 11/03/2026, às 09h53



A gigante japonesa de tecnologia Sony passou a enfrentar um julgamento bilionário em Londres nesta terça-feira (10). De acordo com o portal Uol, a empresa é acusada de usar sua posição dominante no mercado para cobrar, por quase uma década, preços abusivos de jogadores britânicos em compras digitais do PlayStation.

A ação judicial pode chegar a 2 bilhões de libras, cerca de R$ 13,9 bilhões, e foi movida em nome de aproximadamente 12,2 milhões de consumidores. O especialista em direitos do consumidor Alex Neill, explica que “quando alguém compra um PlayStation não tem outra opção para adquirir um jogo digital que fazê-lo através da Sony” e afirma que a “companhia abusou dessa posição cobrando dos consumidores preços altos demais”.

A acusação aponta que a empresa teria adotado uma estratégia para impedir a concorrência no mercado de distribuição digital de jogos. De acordo com os advogados dos demandantes, a companhia cobra comissão de cerca de 30% sobre as vendas realizadas na loja virtual, o que impactaria diretamente no valor final pago pelos jogadores.

Um dos exemplos envolve o jogo Assassin’s Creed Shadows, que estaria sendo vendido na loja digital do console por quase 70 libras (cerca de R$ 480), valor apontado como aproximadamente o dobro do preço da versão física comercializada por varejistas no Reino Unido.

Em sua defesa, a Sony afirmou que, ao analisar o sistema completo, incluindo o preço do console e dos jogos, a rentabilidade do PlayStation não seria excessiva. A empresa também declarou que os valores cobrados na plataforma estão alinhados com os praticados por outros serviços do mercado, conforme aponta a reportagem.

Os advogados que representam os consumidores afirmam ainda que processos semelhantes já foram abertos em países como Portugal, Países Baixos e Austrália, o que indicaria uma estratégia global da companhia.

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