Economia & Mercado

NE é destaque em anúncio de investimentos do Complexo Econômico Industrial da Saúde

Sudene / Walterson Rosa-MS
Superintendência do Desenvolvimento do NE articula com empresários atração de investimentos para região  |   Bnews - Divulgação Sudene / Walterson Rosa-MS
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 15/08/2024, às 05h30



O eixo da Nova Indústria Brasil - NIB, que trata do Complexo Econômico Industrial da Saúde, contemplou o Nordeste. Durante apresentação dos investimentos para o setor, a ministra da Saúde, Nísia Trindade destacou o polo farmacêutico de Pernambuco, citando a Hemobrás e Lafepe. Esse resultado faz parte do esforço de territorialização e adensamento das cadeias produtivas que compõem as missões da NIB.

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A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - Sudene participa do Grupo de Trabalho de Territorialização da nova política industrial do país e tem contribuído para o cumprimento das metas e inclusão de setores econômicos potenciais da região, através da articulação com empresários locais e regionais para atender as demandas da empresa a partir da nacionalização da tecnologia de produção de hemoderivados e criação de novos negócios.

O objetivo é garantir o fornecimento de matérias-primas e insumos de fornecedores locais, aumentando a geração de emprego e renda no Nordeste. “Também integra essa iniciativa a Rede ICTs Nordeste, que irá colaborar com pesquisas na área de saúde, fundamentais para o desenvolvimento de novos produtos e aprimoramento dos atuais. Essa ação irá fomentar a cadeia produtiva no Nordeste.

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral pontuou o papel dos instrumentos financeiros da autarquia para a atração de investimentos, como os fundos regionais e os incentivos fiscais. 

Durante o evento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um incremento de R$ 42,7 bilhões para o Plano Mais Produção (P+P), coordenado e que financia a política industrial. Com isso, o total de recursos disponibilizados para a NIB passa a R$ 342,7 bi, com recursos do BNDES, da Finep e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), e reforço das linhas de crédito do Banco do Nordeste/BNB (R$ 16,7 bi) e do Banco da Amazônia/ Basa (R$ 14,4 bi), dando mais capilaridade e diversidade regional à NIB.

Com o aporte recorde para alavancar a parceria de inovação e produção no Brasil, o Nordeste entra na revolução tecnológica da saúde, com a reconstrução da BahiaFarma 4.0 e a duplicação da capacidade produtiva do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe).

O ministério anunciou ainda o projeto Betinho para concluir a maior fábrica de hemoderivados da América Latina, com parcerias público-privadas para ampliar o portfólio de medicamentos derivados do sangue, assegurando a soberania nacional e acesso à saúde. 

Além disso, o governo utilizará o poder de compra do SUS para fortalecer o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e o Programa de Desenvolvimento e Inovação local (PDI), que já estão recebendo propostas. 

Cenário

Atualmente, o Brasil produz cerca de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outras tecnologias em saúde. As metas ajustadas para a Missão 2, anunciadas hoje, preveem aumentar essa produção para 50% até 2026 e para 70% até 2033. 

Para atingir esses objetivos, o volume inicial de investimentos públicos para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, entre 2023 e 2024, é de R$ 18,8 bilhões, sendo R$ 8,9 bilhões do PAC Saúde e R$ 9,9 bilhões do Plano + Produção. 

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