Economia & Mercado

Presidente da Petrobras atualiza negociação para comprar a Refinaria de Mataripe

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A expectativa é que a expansão da capacidade de refino conte com a retomada da refinaria, mas depende de preço justo.  |   Bnews - Divulgação Acelen
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 07/08/2026, às 18h26 - Atualizado às 18h26



A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (7) que a negociação para a recompra da Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, segue em andamento. 

De acordo com Chambriard, a refinaria segue nos planos de expansão da companhia, mas a ampliação da capacidade de refino da estatal não depende exclusivamente da conclusão do negócio.

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“Isso está sobre a mesa, não é segredo que a Petrobras pretende aumentar seu parque de refino com Mataripe ou sem Mataripe”, declarou Magda durante entrevista coletiva para comentar os resultados da empresa no segundo trimestre.

A Refinaria de Mataripe, antigo ativo da Petrobras, foi vendida em 2021 para a Acelen, empresa controlada pelo fundo Mubadala Capital. Desde então, a unidade passou a operar sob gestão privada e permanece como um dos ativos estratégicos avaliados pela estatal para ampliar o processamento de petróleo no país.

Petrobras quer produzir todo o diesel consumido no Brasil

Durante a apresentação do planejamento estratégico da companhia, Magda Chambriard disse que a Petrobras pretende ampliar sua participação no mercado nacional de combustíveis.

No plano referente ao período de 2026 a 2030, a meta da empresa é alcançar capacidade para atender 85% da demanda brasileira de diesel. Já no ciclo de 2027 a 2031, a intenção é chegar a 100% do consumo nacional do combustível.

A presidente da estatal afirmou que o objetivo será alcançado independentemente da negociação envolvendo a refinaria baiana. “100% do consumo de diesel brasileiro com ou sem Mataripe”, afirmou.

Segundo Magda, a expectativa é que a expansão possa contar com a retomada da refinaria, mas ressaltou que qualquer acordo precisa considerar um valor adequado ao mercado.

“Esperamos que isso possa ser feito com Mataripe, mas para isso acontecer, vamos ter de contar com um preço adequado ao valor de mercado do ativo”, disse.

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