Economia & Mercado

Dívida de R$ 140 milhões e “vida de luxo extremo”: pai tenta tirar noivo de Marina Ruy Barbosa do comando de empresa da família

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A disputa familiar entre netos e filhos do fundador da Marabraz culmina em pedido de recuperação judicial da empresa  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 21/08/2026, às 15h17



Com uma dívida estimada em R$ 140 milhões, a empresa Marabraz apresentou pedido de recuperação judicial na última segunda-feira (17). No documento apresentado à Justiça, os controladores da Marabraz afirmam que passaram a encontrar dificuldades para conseguir crédito após perderem acesso a uma holding criada para administrar os imóveis da família.

“Grave divergência familiar”

A briga entre duas gerações da família é extensa e já rendeu um longo processo judicial. O objetivo da ação era retirar Abdul Fares e outros netos do fundador da Marabraz do comando da holding que controla os imóveis da família, a LP Administradora de Bens.

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Em uma das ocasiões, o anel de noivado, que Abdul deu para a atriz Marina Ruy Barbosa, foi apontado como demonstração de ostentação. Comprada em Dubai, a joia é cravejada de diamantes e avaliada em cerca de US$ 1 milhão, aproximadamente R$ 6 milhões.  

A aliança serviu de ilustração para o argumento de que os netos do criador da varejista fariam “retiradas anuais milionárias” para “sustentar um padrão de vida de luxo extremo”.

Holding familiar e briga de gerações

Tudo começou quando, em 2011, os filhos do fundador da varejista transferiram as suas participações nessa holding para seus próprios filhos. Desta forma, o controle da administradora passou a ser dos netos, entre eles, o noivo de Marina Ruy Barbosa.

Os irmãos Nasser e Jamel Fares, filhos do fundador e atuais controladores da Marabraz, argumentaram no processo judicial que a transferência das cotas para os netos foi uma “operação simulada”. O arranjo serviria para blindar o patrimônio da família de dívidas da Marabraz.

Para os netos do fundador, no entanto, a transferência de cotas foi legítima. Eles argumentam que a ação para anular o negócio teria sido motivada por desavenças familiares. Em 2025, uma decisão judicial manteve os netos no controle da LP.

Agora, os controladores da Marabraz afirmam que, por conta da transferência, eles perderam acesso aos imóveis da família. Eles argumentam que esses imóveis eram utilizados como garantia em operações de crédito da varejista.

Já os administradores da LP, os netos, afirmam que a holding e os imóveis controlados por ela não têm relação com as operações da Marabraz. Em um comunicado da empresa, eles afirmaram:

“Embora pertençam a integrantes de uma mesma família, as empresas são autônomas e independentes, cada uma com autonomia empresarial e patrimonial. Eventuais tentativas, inclusive dos próprios sócios da Marabraz, de confundir essa realidade, é ato pensado e fruto de uma narrativa originada após uma grave divergência familiar.”

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