Economia & Mercado

Ri Happy consegue decisão judicial para suspender dívida de R$ 827 milhões

Reprodução/Redes sociais
Decisão beneficia também a PBKids e outras quatro empresas do grupo dono da Ri Happy, que terão 90 dias para reunir apoio da maioria dos credores  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 24/10/2026, às 21h39 - Atualizado às 21h43



A Justiça de São Paulo autorizou o início da recuperação extrajudicial da Ri Happy e de outras cinco empresas do grupo, que tentam renegociar uma dívida de R$ 827,4 milhões. A decisão, proferida na sexta-feira (23), também suspendeu por 180 dias as ações e execuções relacionadas aos débitos incluídos no plano, enquanto as companhias buscam o apoio necessário dos credores.

A decisão foi tomada pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

O grupo recebeu prazo de 90 dias para obter a adesão de credores que representem mais da metade dos créditos abrangidos pelo plano, etapa necessária para avançar na negociação.

Além da Ri Happy, o pedido inclui a PBKids, a Partout Administração de Franquias e Bens, a New Toys, a Brincar Marcas e Participações e a DRH Casa de Festa. Embora os processos possam tramitar em conjunto, a magistrada determinou que cada empresa comprove individualmente o apoio exigido de seus próprios credores.

A suspensão das cobranças não abrange todas as obrigações das companhias. A proteção vale para os créditos incluídos no plano e não alcança, entre outros, débitos tributários e trabalhistas nem obrigações protegidas por garantias fiduciárias.

Por que a Ri Happy pediu recuperação extrajudicial?

No pedido apresentado à Justiça, as empresas atribuíram as dificuldades financeiras a uma combinação de fatores, como os efeitos acumulados da pandemia, a desaceleração do consumo, a concorrência de plataformas estrangeiras e a alta dos juros.

Segundo os documentos apresentados pelo grupo, o custo anual do serviço da dívida chegou a aproximadamente R$ 70 milhões, pressionando o caixa das companhias. As empresas também informaram que já haviam obtido adesão preliminar de credores que representam R$ 308,8 milhões em créditos incluídos no plano.

A recuperação extrajudicial permite que empresas negociem diretamente com seus credores uma reestruturação das dívidas e submetam o plano à análise judicial. O início do procedimento, porém, não significa que a proposta tenha sido aprovada em definitivo.

A decisão também nomeou uma administradora judicial para acompanhar o procedimento, conferir a documentação e verificar o apoio dos credores. Se o grupo atingir o quórum legal, será publicado um edital para permitir eventuais impugnações no prazo de 30 dias. A homologação do plano ainda será analisada.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)