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Venda de prédio de luxuoso hotel desencadeia guerra judicial; saiba mais

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Gestora imobiliária anuncia compra de prédio, mas enfrenta embate judicial  |   Bnews - Divulgação Divulgação / O Globo

Publicado em 13/12/2024, às 13h29 - Atualizado às 17h13   Publicado por Vagner Ferreira



A gestora imobiliária Sod Capital, do empresário Wilson Borges, anunciou a compra do prédio onde funciona o luxuoso hotel-boutique Janeiro, no Leblon. Porém, essa aquisição está sendo contestada na Justiça pelos operadores do Janeiro, que alegam irregularidades no negócio.

De acordo com informações do jornal O Globo, a empresa tinha movido uma ação judicial contra o hotel, acusando-o de suposto calote no aluguel. A Justiça negou a lista de pedidos de ‘tutela de urgência’, que solicitava a retirada da marca e o arrendamento mensal em mais de R$ 200 mil. 

O imóvel foi inaugurado em 2018, substituindo o antigo "Marininha", um empreendimento clássico da família Magalhães. Oskar Metsavaht e Carlos Werneck fundaram o hotel, trazendo o "mood" carioca para a hotelaria de luxo. O hotel passou a ofertar diárias de milhares de reais e foi vencedor do prêmio Tatler. No entanto, Metsavaht e Werneck não são proprietários do prédio, gerando uma disputa judicial.

O prédio é propriedade da Arezo RJ Participações, controlada pelos irmãos Eduardo e Luiz Cezar Júnior Magalhães. Desde 2013, a Samurai Administração e Serviços de Hotelaria, de Werneck, explorava o prédio mediante contrato de arrendamento.

O contrato, válido até 2043, garantia à Samurai direito de preferência em caso de venda. Contudo, a Arezo vendeu o prédio para a Sod Capital, de Wilson Borges, sem notificar os operadores do hotel, gerando disputa judicial.

Eduardo Magalhães, que era responsável por 76% da companhia, vendeu toda sua participação para a Hon Empreendimentos, mas estava preso durante a transação, e ainda, os responsáveis pela Janeiro não foram notificados. 

“Ele assinou a venda apenas duas horas depois de sair da cadeia, em São Gonçalo, em uma assembleia de acionistas realizada na Barra da Tijuca”, disse o advogado da Samurai, Antonio Pedro Garcia de Souza, conforme reportagem. 

A Samurai entrou na Justiça pedindo a anulação, por suposto atropelo das regras de preferência e o fato de que o antigo proprietário do imóvel estava preso quando negociou a venda. A empresa relatou que Eduardo foi preso em 22 de maio de 2024, por violência doméstica, e solto em 15 de agosto às 12h. 

Segundo a reportagem, Borges informou que o hotel estava inadimplente devido a reavaliação do valor justo do arrendamento. No entanto, o Janeiro discorda de premissas usadas no laudo.

“Desde o fim do ano passado, estávamos em processo de revisão do valor, mas o trabalho atrasou porque o Eduardo foi preso. Por isso, mantivemos os valores. Além disso, de 2018 a 2024, investimos quase R$ 40 milhões em melhorias no imóvel, sendo pouco mais de R$ 10 milhões em questões estruturais. É a Arezo que tem um saldo em aberto conosco”, afirmou o sócio da Samurai, Felipe Medici.

A assessoria de Wilson Borges informou que Eduardo Magalhães autorizou a transação um dia antes de ser preso. “A transação se concluiu depois de ele ter sido solto. Não havia nenhuma decisão judicial que o impedisse de dispor do seu patrimônio”, afirmou.

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