Economia & Mercado

XP usa crise do banco Master para pressionar caso envolvendo empresa de água e energia

Divulgação / Emae
Colapso envolvendo banco Master se tornou munição de fundo da XP contra empresa de água e energia  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Emae
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 27/11/2025, às 08h55 - Atualizado às 08h55



O colapso envolvendo o banco Master se tornou munição de fundo da XP contra o caso da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), do empresário Nelson Tanure, conforme aponta o jornal O Globo. 

Os advogados que representam um fundo administrado pela XP e o agente fiduciário Vórtx encaminharam à Justiça uma petição afirmando ter identificado “graves fatos novos”. Esses fatos se referem à confirmação de que a Emae vinha aplicando milhões de reais do seu próprio caixa em CDBs emitidos pelo conglomerado financeiro do Banco Master.

De acordo com a reportagem, tanto o fundo da XP, quanto da Vórtx, alegam que Tanure está esvaziando o caixa da Emae em prol de si mesmo. A confusão veio à tona após a Emae ser comprada pela Sabesp, em outubro deste ano, por R$ 1,1 bilhão. 

Vale ressaltar que a Emae admitiu, no dia da prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, um investimento de R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, no período em que Tanure controlava a companhia.

“Investimentos feitos pela Emae em CDBs do Letsbank, que a administração da companhia, estreitamente ligada a Tanure, tinha total ciência do imenso risco de não serem resgatados, serviram de lastro para que veículos ligados a Tanure mutuassem recursos junto ao Banco Master”, informou a petição assinada pelo escritório Tepedino Berezowski e Poppa Advogados, segundo a reportagem.

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