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VÍDEO: Bolsonaro retoma tom golpista e pede cerco de apoiadores a seções eleitorais no 2º turno

Clauber Cléber Caetano/PR
Presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de evento em Pelotas, nesta terça-feira (11)  |   Bnews - Divulgação Clauber Cléber Caetano/PR

Publicado em 11/10/2022, às 18h08   Cauê Fonseca e Vitória de Góes/Folhapress



Em discurso na tarde desta terça-feira em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) voltou ao tom de desconfiança em relação ao resultado das urnas no próximo dia 30 de novembro e de inconformidade em caso de vitória do adversário.

Próximo ao final de sua fala, em tom golpista, Bolsonaro convocou os eleitores a "permanecerem na região" das seções até o resultado da apuração (veja vídeo a partir de 12'28").

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"No próximo dia 30, de verde e amarelo, vamos votar. E mais do que isso. Vamos permanecer na região da seção eleitoral até a apuração do resultado", disse o presidente.

Em seguida, Bolsonaro levantou suspeitas sobre a votação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou à sua frente no 1º turno das eleições por 48,4% a 43,2% dos votos válidos.

"Tenho certeza que o resultado será aquele que todos nós esperamos. Até porque o outro lado não consegue reunir ninguém. Todos nós desconfiamos. Como pode aquele cara [Lula] ter tantos votos se o povo não está ao lado do mesmo?", declarou.

Ataques ao sistema eleitoral sem provas e sem nenhum indício têm sido uma constante de Bolsonaro ao longo de seu mandato.

No ano passado, veio a mais forte ameaça golpista ligada ao tema. Em conversa com apoiadores, Bolsonaro disse que "a fraude está no TSE" e ainda atacou o então presidente da corte eleitoral e ministro do STF, Luís Roberto Barroso, a quem chamou de "idiota" e "imbecil".

"Não tenho medo de eleições, entrego a faixa para quem ganhar, no voto auditável e confiável. Dessa forma [atual], corremos o risco de não termos eleição no ano que vem", disse.

A fala ocorreu após uma sequência. No dia anterior, também ao falar com apoiadores, o mandatário fez outra ameaça semelhante: "Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições".

Já neste ano Bolsonaro fez uma apresentação a dezenas de embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada para repetir teorias da conspiração sobre urnas eletrônicas, desacreditar o sistema eleitoral, promover novas ameaças golpistas e atacar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os militares têm sido uma linha auxiliar de Bolsonaro nos ataques às urnas e ao sistema eleitoral.

O Ministério da Defesa adotou o silêncio após o primeiro turno das eleições e não responde a pedidos de informação sobre a fiscalização realizada no sistema eletrônico de votação em 2 de outubro.

Depois do fechamento das urnas, técnicos das Forças Armadas fizeram verificações sobre o teste de integridade e a checagem da totalização dos votos, comparando as informações de cerca de 400 boletins de urna com os dados que chegaram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a contagem.

O jornal Folha de S.Paulo solicita desde terça-feira (4) informações sobre a conclusão das análises dos dois procedimentos de fiscalização ao Ministério da Defesa. A pasta, no entanto, não responde aos pedidos.

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