Entretenimento

Apesar do cancelamento da festa de fim de ano, Carnaval de Salvador segue indefinido

Arquivo / BNews

Bruno Reis afirmou que decisão do Carnaval cabe também a participação do governo do Estado

Publicado em 29/11/2021, às 09h29    Arquivo / BNews    Redação

A novela se Salvador terá ou não Carnaval em 2022 vai se arrastar por mais tempo, apesar do ponto final dado pelo prefeito Bruno Reis (DEM) na manhã desta segunda-feira (29) ao anunciar que o Festival da Virada não vai acontecer. De acordo com o político, a decisão da folia de Momo acontecerá em conjunto com o governo do Estado e o martelo não foi batido, diante da situação da pandemia do Coronavírus.

“Carnaval ainda tem tempo de tomar essa decisão. Essa será uma decisão tomada em conjunto com o governo do Estado. Eu já solicitei o encontro com o governo e assim que conversarmos anunciaremos a nossa posição. Enquanto isso estamos avaliando. Eu sempre disse que iríamos até a data limite com o máximo de segurança”, disse.

“Vamos seguir avaliando o que está acontecendo e tomaremos a melhor decisão para todos, mas sempre, sempre, sempre colocando a vida em primeiro lugar e garantindo as nossas conquistas feitas até aqui para vencer a pandemia”, completou.

RISCO - O comitê de assessoramento do coronavírus da Universidade Federal da Bahia (UFBA) avalia que a realização do carnaval em 2022 poderá pôr em risco os avanços que vêm sendo alcançados no controle da pandemia.

“O Carnaval é um evento cujas características de intensa movimentação de pessoas e grandes aglomerações, por tempo prolongado, apresentam todas as condições para o recrudescimento da incidência da Covid-19 com as consequências que podem advir”, conclui texto publicado no site da instituição no último sábado (27).

O documento, assinado pelos seis membros do comitê, também traz a avaliação de que o argumento de que o risco é menor pela festa ocorrer em espaço aberto “não é de todo verdadeiro”, considerando a “magnitude da aglomeração”, além do “intenso e frequente contato interpessoal” - fatores que aumentam o risco de transmissão viral.

“Não será possível assegurar vacinação completa, nem o uso de máscara nem distanciamento dos participantes no Carnaval. Sem grande aprofundamento, relembre-se as ondas de gripes, conjuntivite e doenças diarreicas que ocorrem logo após o Carnaval na Bahia", acrescenta o pronunciamento.

O texto escrito na última sexta (26) pondera que este é o cenário mais provável observando a situação de países do continente europeu. Após um período de menor incidência da doença, o velho continente passa por uma nova onda de infecções. Leia o texto na íntegra

Classificação Indicativa: Livre