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"Minha filha está morta": Mãe de Eliza Samúdio quebra silêncio após mistério de passaporte da filha e faz forte desabafo

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Mãe de Eliza Samúdio fala sobre as novas revelações envolvendo o passaporte da filha e denuncia a exposição constante da dor familiar. Em desabafo, Sonia Fátima Moura exige respostas das autoridades  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 07/01/2026, às 06h21



A recente repercussão sobre o passaporte encontrado de Eliza Samudio, cuja história volta a ser revista após quase 15 anos, trouxe à tona uma dor inimaginável para sua mãe, Sonia Fátima Moura. Em um desabafo emocionado publicado nas redes sociais, Sonia se pronunciou sobre a nova exposição do caso, que reabre feridas ainda não cicatrizadas. Ao compartilhar seus sentimentos, ela fez um apelo por respeito, verdade e justiça.

Sonia falou sobre a angústia de reviver a perda da filha, destacando que, apesar de Eliza já não estar mais entre nós, as cicatrizes emocionais ainda são profundas e frequentemente reabertas pela mídia e novas informações que surgem sobre o caso. Para a mãe de Eliza, cada vez que o nome da filha é novamente exposto, é como se a dor do luto fosse renovada. “Minha filha está morta”, declarou, uma frase dolorosa que se tornou sua realidade diária, somada à saudade e à revolta.

A polêmica recomeçou após o reaparecimento de um passaporte de Eliza Samudio, encontrado em Portugal por um homem que preferiu não se identificar. O documento, que continha um registro de entrada no país em 2007, gerou especulação sobre detalhes não esclarecidos da viagem da jovem. A situação gerou ainda mais angústia para Sonia, que apontou incoerências e lacunas na história divulgada.

Uma história repleta de perguntas sem respostas

Sonia não poupou críticas à maneira como o caso foi tratado, ressaltando que há “fatos mal explicados” e “coincidências” que não se encaixam. Para ela, a forma como a história é abordada só agrava o sofrimento da família, criando uma sensação de que o caso nunca será resolvido de maneira justa. "Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta", escreveu.

A mãe de Eliza ainda afirmou que, apesar de sua dor, fará de tudo para buscar as respostas que ainda faltam sobre os acontecimentos que envolvem sua filha, reafirmando que a busca por justiça continua. "Minha filha merece respeito, verdade e justiça", finalizou.

O passaporte e a revelação surpreendente

A história tomou uma nova proporção no início de janeiro, quando a notícia de que o passaporte de Eliza Samudio havia sido encontrado em uma casa alugada em Portugal viralizou. O documento, com a foto de Eliza, foi encontrado por um homem em dezembro de 2025, e logo gerou reações no Brasil. Ele confirmou, em entrevista ao portal LeoDias, que ao ver o passaporte, soube imediatamente de quem se tratava devido à foto e ao contexto que ainda repercute ao redor do mundo.

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O passaporte estava expirado e apresentava apenas um registro de entrada em Portugal, mas não havia qualquer anotação sobre a saída do país. O documento foi encontrado em cima de um livro, na estante de uma casa. O Itamaraty foi acionado e informou que o passaporte será enviado para Brasília, ficando à disposição da família, caso decida retirá-lo. Caso contrário, será destruído, já que passaportes são documentos pertencentes ao Estado brasileiro.

Destino do passaporte e o possível mistério do retorno

Embora a documentação pareça mostrar uma entrada em Portugal em 2007, fontes indicaram que Eliza teria retornado ao Brasil sem esse passaporte, através de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), emitida por autoridades portuguesas. Esse detalhe levantou ainda mais questionamentos sobre as circunstâncias em que Eliza esteve em Portugal e a realidade por trás da sua morte.

Ao final, Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, deixou claro que continuará buscando respostas e que, apesar de seu silêncio momentâneo, a dor de perder sua filha e o vazio de não ter justiça seguem presentes.

Nota na íntegra:
“Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, que acabou viralizando, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade, deixando de investigar os fatos com seriedade e de publicar uma matéria honesta e verdadeira.

Aprendi, da forma mais dura possível, que não se pode esperar humanidade, respeito ou atitudes profissionais de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir.

Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa.

E, mesmo assim, dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria.

A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes – elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento.

Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas.

Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça.”

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