Entretenimento

Promotor aponta ligação íntima entre família de Marcola e Deolane

Reprodução / Redes Sociais
Deolane e Paloma Comacho teriam uma amizade próxima, de acordo com o promotor  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 23/05/2026, às 09h52



O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, alega que a influenciadora Deolane Bezerra tem uma ligação direta e intima com a familia de Marcola, Marco Willians Herbas Camacho, líder principal do PCC. Ela foi presa na última quinta-feira (21) e foi transferida para uma cadeia no interior paulista na sexta (22). 


Em entrevista com a Folha de São Paulo, o promotor disse que ficou evidenciado no decorrer das investigações que resultou na operação Vérnix a relação próxima da influenciadora com integrantes da cúpula da organização criminosa. 


"Ela tem relação direta com a família Camacho, além de relação de amizade íntima com integrantes, como Paloma e Alexandro, filhos de Marcolinha [Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola] também indiciados", disse. 


Gakiya, que está na Europa investigando tráfico internacional de drogas e o crime organizado, indica que a famosa teria oferecido contas para a lavagem de dinheiro da facção, o que está sendo negado pela defesa. 


"Nos causou estranheza pelo aumento repentino do seu patrimônio em ganhos superiores a R$ 140 milhões em dois anos (entre 2020 e 2022). Já está provado que os ganhos são incompatíveis com as atividades que ela realiza. Ela será denunciada por mim por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro", afirmou. 


Deolane seria mais próxima de Paloma Camacho, sobrinha de Marcola. A polícia tentou prendê-la na Espanha também na quinta, mas não a localizou e agora ela é considerada como foragida. 


"Paloma seria a pessoa para interlocução do dinheiro e da lavagem de dinheiro da família. Ela utilizou, inclusive, contas dela e de laranjas, por isso o indiciamento ao crime organizado e lavagem de dinheiro", detalhou o profissional da Justiça. 


Conforme a promotoria, o modus de agir era recorrente e funcionava depois das visitas de Paloma ao presídio federal, repassando determinações recebidas, orientando a divisão e a transferencia dos valores provenientes de uma transportadora montada pela família para facilitar os negócios ilícitos, segundo a investigação.


Os autos ainda apontam que Deolane e Paloma moraram no mesmo bairro, em casas próximas, o que reforça o vínculo entre elas. A passagem das duas no continente europeu neste ano também não está sendo considerada coincidência entre os investigadores.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)