Esporte

Craque do Bahia condena atos de violência antes do Ba-Vi e lamenta mortes de integrantes da Bamor: "Resultado pode custar vidas"

Leticia Martins / EC Bahia - Redes Sociais
Destaque do Bahia na temporada lamenta mortes de torcedores e pede justiça após episódios de violência antes do clássico Ba-Vi  |   Bnews - Divulgação Leticia Martins / EC Bahia - Redes Sociais
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 25/08/2026, às 12h47 - Atualizado às 12h51



O volante Nico Acevedo, um dos destaques do Esporte Clube Bahia SAF na temporada, se manifestou na noite da última segunda-feira (24) acerca dos episódios de violência registrados antes do clássico Ba-Vi disputado no domingo (23), no Barradão, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Por meio das redes sociais, o uruguaio lamentou as mortes de dois integrantes da torcida organizada Bamor, ligada ao Tricolor, e criticou a violência e atos de vandalismo que envolveram torcedores antes da partida.

Mais um ato de violência que mancha um esporte tão amado como o futebol. Quando a paixão ultrapassa os limites e a rivalidade vai além das quatro linhas, o resultado pode custar vidas. O futebol é paixão, não violência. Somos rivais, não inimigos. Meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas. Que a justiça seja feita”, escreveu Acevedo.

O lateral Michel Araújo, compatriota de Acevedo, foi outro atleta do plantel tricolor que se pronunciou contra os episódios, lamentou o caso, e afirmou que o resultado do clássico perdeu espaço diante das notícias sobre as mortes.

É triste demais ter que ler e ver isso aqui. Nada do que foi feito dentro de campo ontem pode ser comemorado após notícias dessas. Estamos levando o futebol para o pior caminho. Esperamos que a justiça seja feita”, declarou.

As manifestações dos jogadores ocorreram um dia após o Ba-Vi, que terminou com triunfo do Bahia por 2 a 0, com gols de Alejo e Jean Lucas.

Confira:

Entenda o caso

Uma das vítimas foi José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, integrante da Bamor, torcida organizada ligada ao Bahia. Alexandre foi morto no domingo, poucas horas antes do clássico, na Via Regional, em Cajazeiras, região próxima ao Barradão.

Em imagens registradas por testemunhas, é possível ver o torcedor em uma motocicleta sendo cercado por dezenas de integrantes de uma torcida rival. José Alexandre foi agredido e esfaqueado. O homem chegou a ser socorrido e internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos.

Além da morte de José Alexandre, a Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira o óbito de Lucas dos Reis Bonfim, de 19 anos. O jovem foi morto a tiros no bairro de Castelo Branco. Inicialmente, a polícia informou que não havia elementos que apontassem relação entre a morte de Lucas e o assassinato de José Alexandre, nem confirmação oficial de que o caso estivesse ligado aos confrontos entre torcidas organizadas.

Ao g1, os familiares disseram que Lucas foi baleado próximo ao fim de linha de Castelo Branco enquanto observava a movimentação relacionada à confusão ocorrida na Avenida 29 de Março. Segundo a família, a vítima havia integrado Os Imbatíveis, mas passou a fazer parte da torcida rival cerca de um ano atrás. Os dois casos são investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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