Geral
Publicado em 11/06/2025, às 18h37 Dan Gama
Você tem medo da morte? Esse sentimento pode ser considerado um dos mais profundos do ser humano. Esse medo gerado está relacionado não somente ao desconhecido, mas também a possibilidade de sofrimento no processo.
Segundo especialistas em psicologia e tanatologia, enfrentar a própria mortalidade pode desencadear ansiedade, pensamentos intrusivos e desejo de controle sobre o inevitável.
Conhecida como tanatofobia, o medo da morte é comum e pode estar enraizada por questões biológicas e culturais. O instinto de sobrevivência leva-nos a evitar situações que possam pôr em perigo a nossa vida. Já culturalmente, a maneira como é abordada a morte também influencia a maneira como a percebemos.
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O principal medo nem sempre é o de morrer, mas sim do sofrimento durante o processo da morte que pode vir a acontecer. Paul Doherty e Cody Cassidy, em seu livro “And Then You're Dead” (E então você morre), exploram através de uma abordagem científica esta questão, descrevendo cenários mais extremos e dolorosos que o corpo humano pode enfrentar nesse momento.
Elevador em queda livre
O impacto de um elevador em queda livre causa forças brutais que geram um caos interno no corpo. Os órgãos se movem e podem se romper, enquanto os membros sofrem fraturas graves.
Privação do sono
A falta de sono também pode ser fatal. Trata-se de uma forma menos conhecida, porém devastadora. Conforme o corpo vai sendo privado de descanso, a pressão arterial aumenta, surgem delírios e o sistema nervoso entra em colapso.
Morrer de fome
Ao esgotar as suas reservas de energia, o corpo recorre ao consumo de sua própria gordura, músculos e órgãos, o que provoca um processo de deterioração gradual e dolorosa. Os órgãos falham, o sistema imunológico entra em colapso e eventualmente o corpo também.
Queimado vivo
Considerado uma das piores formas de morrer, o fogo carboniza a pele, músculos, e ferve os órgãos internos. Antes de perder a vida, a vítima sente uma dor terrível, causada por danos diretos ao corpo e choque externo.
Desidratação
A falta de água gera um processo de auto desidratação no corpo. Os órgãos secam, o cérebro perde funcionalidade e as toxinas do sangue envenenam o corpo.
À deriva no oceano
O isolamento em alto mar e o sofrimento físico e mental causam também uma aproximação com a morte. O contraste entre a falta de comida e água, e o medo constante de predadores fazem de cada momento uma luta desesperada pela vida.
Esfola
Na história, essa forma era praticada como punição ou tortura. O método foi documentado em culturas como a assíria e a mexicana, e consiste em retirar a pele de forma lenta. Na maioria das vezes, a vítima geralmente morria de perda de sangue, infecções ou choque.
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