Geral

Estudante morta por arsênico denunciou exigências do namorado por aborto

Reprodução
Morte de estudante foi registrada inicialmente como suicídio, mas a investigação agora apura possível aborto provocado  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 17/03/2026, às 15h37



A morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, passou a ser investigada sob novas suspeitas após a jovem deixar um dossiê com registros detalhados de conversas com o então namorado.

Nesta semana, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Carolina morreu após intoxicação aguda por arsênio. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas a investigação agora apura possível aborto provocado e indução ao autoextermínio.

O material que agora será analisado, entre as dezenas de páginas, reúne prints de mensagens, relatos escritos e um áudio gravado pela própria estudante, nos quais ela descreve episódios de pressão psicológica, manipulação e incentivo ao aborto.

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

De acordo com os registros, o namorado reagiu de forma agressiva ao descobrir a gravidez, acusando Carolina de tentativa de “golpe” e afirmando que o filho seria “a pior coisa” que poderia acontecer em sua vida.

Nas mensagens, ele também teria orientado a jovem a adquirir medicamentos ilegais para interromper a gestação e insistido para que ela apagasse provas e mantivesse o caso em segredo.

Foto: Reprodução/Metropoles

O dossiê aponta ainda o uso recorrente de ameaças como forma de controle emocional. Em diferentes momentos, o homem mencionava a possibilidade de tirar a própria vida ou “fazer uma besteira” caso a gravidez seguisse adiante.

Apesar da pressão, Carolina relatou que desejava ter o filho. Em um dos trechos, afirmou que chegou a cogitar fingir o aborto para se afastar do namorado e seguir com a gestação sozinha.

Segundo os registros, o procedimento acabou sendo realizado em um hotel, após insistência do companheiro. A jovem descreve ter passado mal durante o processo e relata ter sido contida fisicamente enquanto enfrentava dores intensas.

Investigação 

O caso é investigado pela polícia desde maio de 2025. Entre as linhas de apuração estão aborto provocado e possível indução ao suicídio.

Durante as investigações, aparelhos eletrônicos da estudante foram apreendidos e reforçaram a existência do material deixado por ela.

O pai da jovem, Fauez Zar Junior, afirmou que a filha organizou um dossiê com cerca de 65 páginas, além de um áudio de 17 minutos, como forma de registrar sua versão dos fatos.

Segundo ele, semanas antes da morte, Carolina demonstrava profundo arrependimento. “Queria meu filho de volta”, teria dito a estudante ao pai.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)