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Segunda lua? Corpo celeste se encontra há décadas em órbita semelhante à da Terra; saiba mais

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Astrônomos descobriram um companheiro cósmico da Terra  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 24/10/2025, às 15h45



Uma notícia vinda do observatório Pan-STARRS, no Havaí, repercutiu após astrônomos descobrirem um companheiro cósmico da Terra. Segundo dados da NASA, existe um pequeno corpo celeste que está há décadas em uma órbita semelhante à da Terra, denominado objeto 2025 PN7.

No entanto, ela não é uma verdadeira segunda Lua. Trata-se de uma quase-Lua, ou seja, um companheiro do nosso planeta que nos acompanha apenas por um período limitado de tempo.

Como surgiu?

O asteroide 2025 PN7 foi descoberto no final de agosto deste ano através de um telescópio Pan-STARRS-1, do Observatório Haleakalā, em Maui. As análises orbitais revelaram que ele acompanha a Terra há cerca de 60 anos, totalmente despercebido.

Com um diâmetro de apenas 18 a 36 metros, considerado bem pequeno, ele não orbita a Terra, e sim o Sol, exatamente como o nosso planeta. Os astrônomos denominam o movimento de ressonância orbital, que faz com que o asteroide pareça mover-se em sincronia com o nosso.

Quase-lua

O 2025 PN7 tem permanecido próximo da Terra há várias décadas, mas não está gravitacionalmente preso a ela, ao contrário da verdadeira Lua, que orbita o planeta há bilhões de anos.

O asteroide segue sua própria trajetória, quase idêntica à da Terra, apenas ligeiramente deslocada. Isso cria a impressão de que ele nos acompanha como uma segunda Lua.

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De acordo com simulações, o 2025 PN7 continuará seguindo a Terra por cerca de mais 60 anos. Desta forma, por volta de 2083, a ressonância orbital deve acabar, e então o asteroide vai se afastar lentamente do planeta.

Sua distância média é de vários milhões de quilômetros, muitas vezes maior que a da nossa Lua, que fica a cerca de 384.400 quilômetros da Terra. Por isso, o 2025 PN7 não é um perigo para o planeta e não influencia nem as marés nem o clima.

“O 2025 PN7 não representa nenhuma ameaça para o nosso planeta, mas nos dá uma oportunidade única de estudar a complexa dinâmica desses objetos próximos da Terra”, explicou uma porta-voz do programa da NASA de observação de objetos próximos à Terra (Center for Near-Earth Object Studies) ao site Live Science.

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