BNews Turismo

Tradicional hotel é fechado após ter falência decretada e funcionários são demitidos

Reprodução | Google Maps
Grupo empresarial não demonstrou capacidade de superar a crise econômico-financeira  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Google Maps
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 18/05/2026, às 08h57 - Atualizado às 11h01



Fundado em 1957, o Hotel Manta  foi lacrado na manhã da última sexta-feira (15), após a decretação de falência determinada pela Justiça. O empreendimento era considerado um dos mais tradicionais da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul

A decisão do fechamento havia sido publicada na última quarta-feira (13), por parte do Juizado Regional Empresarial da Comarca de Pelotas. A empresa havia ingressado com pedido de recuperação judicial em 2025, mas teve o plano rejeitado pelos credores em assembleia realizada no fim de abril.

De acordo com a Justiça, o grupo empresarial não demonstrou capacidade de superar a crise econômico-financeira. O imóvel foi imediatamente lacrado por conta da falência e ainda foi determinado a avaliação de bens, bloqueio de contas bancárias e levantamento patrimonial da empresa.

Na última sexta, funcionários acompanharam o encerramento definitivo das atividades ainda dentro do prédio. Os últimos hóspedes deixaram o hotel antes da lacração, encerrando oficialmente a operação do empreendimento.

A orientação judicial é preservar todos os bens do empreendimento para futura venda judicial. Um leiloeiro foi nomeado e será responsável pela avaliação e venda dos ativos do hotel em leilão público. A expectativa apresentada é de que o processo ocorra em até 180 dias, prazo previsto na legislação falimentar.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade de Pelotas (SintraturhPel), cerca de 40 trabalhadores são atingidos diretamente pelo encerramento das atividades. Representantes garantiram que já existem ações ajuizadas para garantir os direitos dos funcionários, incluindo valores relacionados a FGTS atrasado.

Por fim, a administração judicial também informou que aos funcionários que ainda não é possível estabelecer prazo exato para os pagamentos, já que isso dependerá da conclusão das avaliações, realização dos leilões e organização da lista de credores.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)