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Tragédia em Vinhedo: Governo Lula exige que Voepass amplie diálogo com famílias das vítimas

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A determinação do Governo Federal vai exigir a ampliação dos canais de comunicação com as famílias das vítimas do voo 2283 que deixou 62 mortos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / TV Globo
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 11/08/2024, às 13h28 - Atualizado às 13h28



A Voepass Linhas Aéreas — companhia responsável pela aeronave que caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, na sexta-feira (9), deixando 62 mortos — vai ser notificada pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), na próxima segunda-feira (12).

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A determinação do Governo Federal vai exigir a ampliação dos canais de comunicação com as famílias das vítimas do voo 2283. A aeronave turbohélice ATR-72 da tinha capacidade para 68 pessoas. No momento do acidente haviam 62 — sendo quatro tripulantes. Ninguém sobreviveu.

De acordo com a Senacon, relatos dão conta de que a empresa disponibilizou somente um canal de atendimento, que não foi suficiente para atender às solicitações daqueles que buscam informações.

"Em períodos de crise, é essencial ampliar os canais de comunicação para garantir transparência e informações precisas", disse o secretário da Senacon Wadih Damous.

A Voepass Linhas Aéreas informou que colocou equipes para atuar no atendimento às famílias 24 horas por dia em São Paulo, onde reservou quartos em hotéis próximos ao IML, no bairro de Cerqueira César. As pessoas também podem ligar no número 0800 9419712.

Investigação

acidente foi o quinto mais letal em solo brasileiro e o mais grave no Brasil desde a queda do voo do Airbus da Air France no Atlântico, em que morreram 228 pessoas que haviam saído do Rio rumo a Paris. 

A caixa-preta da aeronave da Voepass deve ser investigada pela Polícia Federal (PF). A corporação já solicitou ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) acesso ao dispositivo — que é um sistema de registro de voz e dados existente nos aviões — para apurar possíveis causas e crimes no acidente.

De acordo com os investigadores, a conclusão "deve demorar meses”. A corporação enviou dez peritos criminais federais especializados em identificação de vítimas de desastres, acidentes aéreos e crimes com complexidade para atuar na coleta de informações em Vinhedo.

O Cenipa é ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), que deve divulgar um relatório preliminar em até 30 dias. As caixas-pretas chegaram ao laboratório, em Brasília, na manhã de sábado (10) e já estão em análise por especialistas. 

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