Meio Ambiente
Os ministros de Meio Ambiente do BRICS realizaram uma declaração conjunta na 11ª reunião, que aconteceu, sob a presidência brasileira, nesta quinta-feira (03) no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF). A declaração aborda temas de desertificação, degradação da terra e seca; valoração dos serviços ecossistêmicos; poluição por plástico e mudança do clima
Produzido no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) de Meio Ambiente do bloco, o documento reitera o compromisso dos onze países membros com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável, destacando a defesa do multilateralismo e o fortalecimento da governança ambiental global rumo à COP30, Conferência do Clima da ONU que ocorre em Belém (PA) em novembro.
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“Reafirmamos nossos compromissos de ampliar ações urgentes para enfrentar os desafios impostos pela mudança do clima, perda de biodiversidade, desertificação, degradação da terra, seca e poluição, entre outros. Lembramos que erradicar a pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável. Destacamos o potencial da bioeconomia para contribuir para a construção de um futuro sustentável e promover o crescimento econômico para todos”, diz o texto.
Na abertura da reunião, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que copresidiu a sessão, destacou a necessidade de promover a cooperação entre os países membros do BRICS para o enfrentamento dos desafios ambientais e climáticos globais.
“A pior consequência de não mudarmos de forma planejada a realidade que nos ameaça é de sermos abruptamente mudados por ela. A adaptação precisa ganhar centralidade, garantindo acesso a recursos e tecnologias que permitam enfrentar os impactos, já sentidos e crescentes, da crise climática”, enfatizou a ministra.
Na declaração ministerial, os países membros do BRICS destacaram a importância do financiamento para a implementação dos compromissos assumidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) e do Acordo de Paris.
Os membros ressaltaram, ainda, a necessidade de maior participação da sociedade civil, incluindo populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, nos processos de tomada de decisão, com o objetivo de fortalecer a resposta aos desafios ambientais e climáticos globais.
Ainda no texto, os países manifestaram apoio à presidência brasileira da COP30 e enfatizaram a relevância da cooperação e atuação em todos os pilares estabelecidos pela UNFCCC, reafirmando seu compromisso com as metas nacionais de enfrentamento à mudança do clima.
O documento enfatizou a importância de intensificar as sinergias entre as convenções, organizações e instrumentos multilaterais relacionados à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e à agenda de enfrentamento à mudança do clima.
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