Meio Ambiente
Um mundo sem florestas exuberantes, oceanos cristalinos e ar puro para respirar, mas altamente conectado, com avanços significativos da tecnologia em detrimento da evolução humana. Essa descrição, que parece uma história de ficção científica, se aproxima da realidade com o aumento da degradação ambiental.
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A atividade humana tem despejado toneladas de carbono na atmosfera, alterando o equilíbrio climático da Terra. De acordo com o relatório divulgado pelo Observatório do Clima, estima-se que, em 2022, o Brasil emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, liberado principalmente pelo setor agropecuário.
O modelo de desenvolvimento econômico predatório focado no crescimento e lucros a curto prazo, sem questionar os custos ambientais e os interesses econômicos de empresas que minimizam a preservação da natureza, representam barreiras significativas na conscientização ambiental”, avalia Maiana Costa, bióloga e doutora em modelagem computacional.
O aumento da temperatura global leva ao derretimento das geleiras, elevando o nível do mar e submergindo cidades costeiras. Eventos climáticos extremos, como furacões, secas e inundações, se tornam mais frequentes e intensos, causando perdas de vidas e danos materiais, a exemplo da tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul no último mês.
Todos os desastres ecológicos que têm acontecido, com as constantes mudanças climáticas que afetam o ambiente, o aumento das emissões de gases, o efeito estufa causados pela queima de combustíveis fósseis e do desmatamento, acarretam em alterações no clima. A consequência é o aquecimento global”, destaca a educadora e bióloga Neijanira Valentim.
Os dados do Relatório Síntese sobre Mudança Climática 2023, elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC), apontam para os riscos da atuação humana no meio ambiente.
O uso insustentável e desigual de energia e da terra, bem como mais de um século de queima de combustíveis fósseis, inequivocamente causaram o aquecimento global, com a temperatura da superfície global atingindo 1,1°C a mais que no período de 1850 – 1900 em 2011 – 2020”, revela o relatório.
O relatório afirma que, para limitar o impacto do aquecimento global, a humanidade precisa zerar as emissões de gás carbônico (CO2) emitido na queima de combustíveis fósseis (como petróleo e carvão) e biomassa.
Impactos da degradação dos ecossistemas na biodiversidade
Para Maiana Costa, a degradação dos ecossistemas, especialmente diante da ação humana, provoca profundos impactos na biodiversidade.
A principal consequência é a perda e fragmentação do habitat, que pode levar diretamente a extinção de espécies e a um declínio significativo na população de várias espécies, modificando a estrutura da comunidade e desestabilizando cadeias alimentares inteiras”, destaca a doutora.
Já a educadora Neijanira Valentim, chama a atenção para a qualidade dos elementos naturais, como a água, o solo e o ar, que têm sido afetados diante da deterioração dos ecossistemas.
Podemos dar um exemplo bem atual. A água possui três propriedades: ela é insípida, inodora e incolor. Mas agora, ela tem mais uma propriedade, que é ‘insuficiente’. Não é que a água vai acabar, mas a água potável, aquela boa para o consumo, ela praticamente já não existe”, pontua Valentim.
De acordo com o relatório do IPCC, ecossistemas vulneráveis já lutam para se adaptar aos impactos das mudanças climáticas, mas enfrentam obstáculos políticos e sociais, como a falta de apoio técnico ou recursos insuficientes que não chegam às comunidades que mais precisam.
A mudança do clima tem causado danos substanciais e, cada vez mais, perdas irreversíveis em ecossistemas terrestres, de água doce, criosféricos e costeiros e de oceano aberto. A extensão e a magnitude dos impactos da mudança do clima são maiores do que os estimados em avaliações anteriores”, destaca o relatório do IPCC.
O papel da educação na conscientização sobre a preservação ambiental
Para Maiana Costa, a educação ambiental desempenha um papel “essencial para conscientizar sobre a importância da biodiversidade e dos problemas ambientais existentes”.
A educação ambiental capacita indivíduos tanto para agir localmente com a adoção de práticas que protejam e restaurem os ecossistemas, como também desperta o pensamento crítico a respeito dos grandes desafios ambientais em esfera global, garantindo uma relação mais harmoniosa do homem com a natureza”, pontua a doutora Maiana Costa.
Já para a educadora Neijanira Valentim, é preciso “sensibilizar os alunos sobre a postura ecologicamente correta”.
Dentre as medidas, as que mais se destacam, que podem amenizar bastante e proteger os ecossistemas, são a coleta seletiva, a reutilização da água, o reaproveitamento dos alimentos, evitar o consumismo exacerbado e não ser massa de manobra da sociedade, que sempre está a favor do capitalismo selvagem”, destacada a bióloga Neijanira Valentim.
Políticas públicas no Brasil
No Brasil, algumas políticas públicas tentam desacelerar o avanço das mudanças climáticas e da degradação dos ecossistemas na biodiversidade nacional. Entre elas, encontra-se a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída através da Lei n. 6.938/81, que tem como objetivo a “preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida”.
Ela também é responsável pelo zoneamento ambiental, que pode ser federal, estadual e municipal, visando a proteção ambiental, organização territorial e seu planejamento para o uso eficiente do solo e efetiva gestão ambiental”, explica Neijanira Valentim.
Maiana Costa destaca que, além do PNMA, outra política pública relevante consiste nas Unidades de Conservação (UCs), que são áreas com características naturais relevantes, cuja finalidade é a preservação, o uso sustentável e a recuperação dos ambientes naturais.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza estabelece dois grupos de UCs: as unidades de proteção integral como parques nacionais e reservas biológicas, e as unidades de uso sustentável como área de proteção ambiental”, pontua Costa.
Outras três políticas públicas em vigência no Brasil são:
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