Meio Ambiente

Junho Verde: vereadora apresenta PL para minimizar os efeitos nocivos da especulação imobilária em Salvador

Dinaldo Silva/ BNews
Uma medida para tentar equalizar essa situação seria o replantio de árvores e mudas, segundo a vereadora Marta Rodrigues  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva/ BNews

Publicado em 07/06/2024, às 19h30   Cadastrada por Letícia Rastelly



O crescimento de uma cidade costuma ser inevitável. Com isso, mais áreas verdes acabam sendo desmatadas para construção de ruas, moradia e lazer, gerando, obviamente, diversos problemas de ordem ambiental. Uma medida para tentar equalizar essa situação seria o replantio de árvores e mudas; uma proposta da vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT).

“Na construção de quaisquer obras, públicas ou privadas, devem ser adotadas medidas para evitar a destruição ou degradação da vegetação original, e, no caso de necessária supressão, será obrigatória a implementação de medidas compensatórias que garantam a conservação em áreas próximas ou em outras áreas de interesse ambiental no Município”, diz trecho do Projeto de Lei (PL) que foi apresentado à Câmara Municipal de Salvador (CMS).

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Ainda de acordo com o Projeto, “a supressão de árvores em áreas públicas e privadas deverá ser compensada com replantio na mesma prefeitura-bairro ou bacia hidrográfica (...) O replantio e medidas de compensação deverão ser realizados, prioritariamente, nas áreas verdes do Município de Salvador, afetados ou desafetados, que estejam em processo de perda das funções ambientais e suas condições naturais originais ou já descaracterizados, com vistas à recuperação dessas áreas para o propósito de conforto ambiental que se destinam”.

Segundo a vereadora, esse PL significa uma contrapartida de empresários e da Prefeitura para a população de Salvador, à medida em que determina a recomposição de terrenos públicos degradados. “Uma das principais desculpas da prefeitura para vender os terrenos públicos é de que as áreas verdes estão degradadas e antropizadas. Então, apresentamos esse projeto para que toda vez que um terreno for edificado, um outro terreno público tenha uma recomposição florestal, colaborando com o meio ambiente da capital”, disse a edil.

Seguindo a agenda da Emergência Climática, o PL tem o intuito de combater a destruição do meio ambiente e o aquecimento global provocado pela especulação imobiliária, que segundo Marta, ocorre de modo desenfreado em Salvador. Ela também recorda que a capital baiana está entre as cinco capitais mais quentes do país: “todo dia o que assistimos é a derrubada de árvores e a supressão de vegetação. Os poderes públicos e privados precisam apresentar contrapartidas urgentes para conter as mudanças climáticas”.

O projeto Junho Verde 2024 é uma realização do Grupo A4 com patrocínio da Suzano, Governo Bahia, Axxo, JBS, Sian Engenharia, Shopping da Bahia, Intermarítima e Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O apoio fica por conta da Atlântico Transportes, ITS Internet, Planeta Imaginário, Ecogreen Educação Ambiental, Casa Soma e UCI Orient Shopping da Bahia.

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