Mundo
por Cibele Gentil
Publicado em 29/04/2026, às 16h18 - Atualizado às 16h23
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou, nessa terça‑feira (28), que Teerã pediu o fim do bloqueio marítimo do Estreito de Ormuz imposto pelo governo norte-americano. A proposta apresentada pelo governo iraniano não deixou Tump satisfeito, que orientou seus conselheiros a se prepararem para manter o bloqueio por um período prolongado.
Conforme divulgado pelo The Wall Street Journal, essa solução é vista como a mais provável. Além de manter o bloqueio, outras possiblidades seriam retomar os bombardeios ou se retirar do conflito. Na terça-feira à noite, o presidente americano voltou a afirmar que venceu a guerra no Irã.
“Nós derrotamos militarmente esse adversário específico e jamais permitiremos que esse adversário (…) possua uma arma nuclear”, falou Trump. A declaração foi dada na abertura de um jantar oferecido ao rei Charles III, do Reino Unido.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, deve prestar esclarecimentos nesta quarta‑feira (29) sobre a condução da guerra no Irã, em audiência parlamentar. O chefe do Pentágono irá enfrentar as perguntas dos membros da Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes, ao lado de Dan Caine, o chefe do Estado‑Maior americano.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, parlamentares dos dois partidos criticam o governo norte‑americano pela falta de informações. Hegseth deve enfrentar questionamentos sobretudo da oposição democrata. As consequências econômicas da guerra são sentidas em todo o mundo, inclusive pela opinião pública americana, com o aumento dos preços dos combustíveis.
Parlamentares da oposição já abriram seis processos para tentar remover Hegseth do cargo, embora sem grandes chances de sucesso. Muitos congressistas, inclusive republicanos, lamentam que o governo não tenha consultado mais o Congresso antes de iniciar o conflito. Os democratas tentaram várias vezes aprovar uma resolução para limitar os poderes militares de Donald Trump no Irã, mas sem êxito.
Alguns parlamentares também pediram, na última semana, a abertura de uma investigação formal sobre a morte de seis soldados americanos no Kuwait nos primeiros dias do conflito, alegando que o ministro teria “enganado o público sobre as circunstâncias do ataque”. No total, 13 militares americanos foram mortos desde 28 de fevereiro, e 400 ficaram feridos.
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