Mundo
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 18/05/2026, às 13h52
A política de tolerância zero e repressão à imigração conduzida pelo governo de Donald Trump resultou na separação de aproximadamente 145 mil crianças e adolescentes de seus respectivos pais.
O dado alarmante faz parte de uma projeção da Brookings Institution compartilhada com o jornal The New York Times, que aponta um agravante: cerca de 75% desses menores afetados são, na verdade, cidadãos norte-americanos natos.
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O número projetado pelos pesquisadores é mais do que o dobro do balanço que era esperado pelas entidades de direitos humanos para o período, tomando como base os relatórios oficiais do Departamento de Segurança Interna (DHS).
De acordo com os autores do estudo, os índices governamentais estão severamente subestimados devido a falhas crônicas na metodologia de coleta de dados e no registro das estruturas familiares das pessoas detidas.
A atual dinâmica de prisões e deportações na fronteira sul e no interior do país alcançou uma escala que ultrapassa as estatísticas registradas no primeiro mandato de Trump, em 2018.
Naquela ocasião, a implementação das primeiras medidas restritivas severas culminou na separação imediata de 5,5 mil menores de idade no momento da travessia.
Atualmente, estima-se que mais de 13 milhões de imigrantes vivam sob a vulnerabilidade da deportação nos EUA, englobando pessoas sem documentação ou com vistos temporários.
Desse grupo, cerca de 5 milhões de menores convivem com pais em situação irregular, sendo que mais de 4 milhões deles possuem a cidadania americana garantida por lei. Durante as recentes operações de fiscalização, o governo deteve cerca de 400 mil imigrantes, mas ainda não existem relatórios transparentes que confirmem o destino ou o paradeiro das crianças deixadas para trás.
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