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Operação Teia de Aranha: Drones da Ucrânia destroem mais de 40 aviões russos

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Operação Teia de Aranha organizada pela Ucrânia demorou um ano e meio em planejamento  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 01/06/2025, às 18h31



A Ucrânia realizou ataques em larga escala com drones contra bases aéreas no interior da Rússia, destruindo mais de 40 aviões com capacidade nuclear na Sibéria, neste domingo (1).

Intitulada "Teia de Aranha", a ação contou com drones que saíram de compartimentos escondidos em contêineres. O ataque surpreendeu pelo local, a mais de 4.000 km do front da guerra. A Rússia classificou os ataques como um ato terrorista. Já o Presidente da Ucrânia, Volodimyr Zelensky, considerou a operação como "brilhante".

Em nota, o Ministério da Defesa da Rússia informou que os drones danificaram aviões e causaram incêndios em quatro bases aéreas da região de Irkutsk. O ataque ocorreu a 4.300 km da Ucrânia e próximo da Mongólia, afetando também cidades do norte russo, como Murmansk.

A Rússia ainda afirmou que conseguiu reprimir ataques nas regiões de Amur, no extremo leste do país, e em Ivanovo e Ryazan, no oeste.

Antes do ataque, os contêineres que continham os drones foram transportados de caminhão até a proximidade das bases aéreas russas. Isso foi feito para manter a localização dos drones em segredo e evitar que fossem detectados antes da ação.

No momento do ataque, um mecanismo remoto foi acionado para levantar o topo dos contêineres. Isso permitiu que os drones, que estavam escondidos dentro dos contêineres, saíssem rapidamente e ganhassem altitude para iniciar a ação. 

Esse método de camuflagem, aliado a um sistema remoto para liberar os drones, contribuiu para o elemento surpresa, já que as forças russas não esperavam um ataque tão distante do front da guerra. Até o momento, as informações das agências de notícias internacionais destacam que 41 aviões foram atingidos em diversos campos aéreos. A lista inclui bombardeiros A-50, Tu-95 e Tu-22M.

Diferentemente dos mísseis, que podem ser substituídos com facilidade, os aviões podem não ter essa facilidade. Segundo o jornal "Financial Times", citando a inteligência ucraniana, os ataques causaram mais de US$ 7 bilhões em danos e atingiram 34% da frota de aeronaves estratégicas de transporte de mísseis.

A operação levou um ano e meio entre planejamento e execução, sendo supervisionada pelo presidente Volodimyr Zelensky e por Vasyl Maliuk, chefe da agência de inteligência doméstica (SBU). A informação é do G1.

O governo ucraniano informou que os Estados Unidos não foram avisados previamente sobre a operação Teia de Aranha.

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