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Putin diz esperar que não haja necessidade de utilizar armas nucleares na Ucrânia

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Putin declarou que a Rússia possui força e recursos suficientes para levar o conflito, iniciado em 2022, a uma “conclusão lógica” que atenda aos interesses do país  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Kremlin
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/05/2025, às 13h28



O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou no último domingo (4) que ainda não houve necessidade de usar armas nucleares na guerra contra a Ucrânia e expressou esperança de que isso não seja necessário no futuro. Em entrevista exibida pela televisão estatal russa, Putin declarou que a Rússia possui força e recursos suficientes para levar o conflito, iniciado em 2022, a uma “conclusão lógica” que atenda aos interesses do país.

Ao responder a uma pergunta sobre o risco de escalada nuclear, o presidente atribuiu a provocação ao inimigo, dizendo que “eles queriam nos provocar para que cometêssemos erros”. “Não houve necessidade de usar essas armas... e espero que não sejam necessárias”, afirmou. Putin ressaltou que a Rússia está preparada para alcançar seus objetivos sem recorrer ao uso do arsenal nuclear, mesmo após a reformulação da doutrina nuclear russa em novembro de 2024, que flexibilizou as condições para o emprego dessas armas.

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A declaração ocorre em meio a um contexto de tensões e negociações estagnadas entre Rússia e Ucrânia. Recentemente, Putin anunciou um cessar-fogo humanitário de 72 horas para o período de 8 a 10 de maio, em comemoração ao Dia da Vitória, mas o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky considerou a trégua insuficiente e defendeu uma pausa mais longa nas hostilidades.

Especialistas alertam, no entanto, que a ameaça nuclear russa permanece latente, configurando uma chantagem velada que mantém a comunidade internacional em alerta devido ao potencial de escalada e às graves consequências que o uso dessas armas acarretaria, inclusive para países vizinhos e a Europa como um todo.

Enquanto isso, o conflito segue marcado por ataques constantes, como o recente bombardeio com drones russos na capital ucraniana Kiev, que deixou feridos e causou destruição, evidenciando a continuidade da guerra mais sangrenta na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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