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Trump afirma que Zelensky atrapalha acordo de paz na Ucrânia; entenda

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Donald Trump afirma que Zelensky não é essencial nas discussões sobre o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia.  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/Donald Trump
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 22/02/2025, às 07h27



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira (21) que a participação do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, não é essencial nas discussões sobre o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia.  

"Não acho que seja muito importante que ele esteja nas reuniões", declarou Trump em entrevista à Fox Radio. "Ele está lá há três anos e torna muito difícil fechar acordos", acrescentou.  

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A declaração ocorre dias após autoridades do país norte-americano e da Rússia se reunirem na Arábia Saudita para tratar da guerra, encontro do qual a Ucrânia disse ter sido excluída.  

Nos últimos dias, as relações entre Washington e Kiev se deterioraram, com trocas de acusações entre Trump e Zelensky. Especialistas em relações internacionais apontam que o discurso de Trump tem favorecido a Rússia.  

Trump também chamou Zelensky de "ditador sem eleições", na última quarta-feira (19), e sugeriu que ele acelerasse um acordo de paz ou arriscaria perder seu país. Em resposta, o presidente ucraniano afirmou que Trump teria exigido US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca do apoio americano, recusando a proposta ao dizer que não poderia "vender o próprio país".  

A mudança na postura dos Estados Unidos, que sob o governo de Joe Biden eram os principais aliados da Ucrânia, alarmou a Europa. Apenas nesta semana, duas reuniões emergenciais foram realizadas para tratar da segurança no continente e do futuro da guerra.  

Líderes europeus temem que uma aproximação entre Washington e Moscou resulte em um acordo favorável à Rússia, consolidando a conquista de territórios ucranianos. Esse desfecho, segundo autoridades, poderia abrir um precedente perigoso para futuras agressões russas.  

Com isso, cresce a defesa dentro da União Europeia por uma maior independência em termos de segurança, reduzindo a dependência militar e estratégica em relação aos Estados Unidos.

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