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Na Sombra do Poder: A Dama de Ferro

Divulgação/Reprodução/Redes sociais

Os bastidores da politica baiana

Publicado em 05/05/2022, às 05h55    Divulgação/Reprodução/Redes sociais    Editoria de política

A toda poderosa Procuradora do município, Luciana Rodrigues, apelidada pela turma do Thomé de Souza como a Dama de Ferro, anda de cabelo em pé ultimamente. A turma da CMS promete convocar a moça para algumas explicações no plenário da casa do povo. Tida como de total confiança do ex-prefeito ACM Neto nos oitos anos da sua gestão, já não teria mais o mesmo prestígio com o atual comandante da capital, Bruno Reis. Fontes ligadas à NSP dão como certo a sua saída da gestão, alguns cardeais ligados ao jovem prefeito já haviam pedido a sua cabeça em uma bandeja de prata no intuito de colocarem um antigo jurista da cidade ligado a eles. As más línguas já prometem mudar seu codinome de Dama de Ferro para Dama de Latão.

Gulliver, é você?

A campanha eleitoral mal começou e já começaram as pérolas nas redes sociais. Roberto Carlos, por exemplo, apelou para o gigantismo e dos efeitos cinematográficos. A piada pronta na AL-BA foi: Gulliver, é você?

Assista:

Rebote I

Uma articulação do governo Rui Costa pode derrubar precocemente Randerson Leal da Câmara de Vereadores, a menos de um mês da sua ascensão na suplência de Henrique Carballal. O entendimento é que Carballal precisa voltar à Casa para intensificar a oposição ao prefeito Bruno Reis, de quem ele já foi vice-líder de governo. Assim sendo, Randerson teria que entregar o boné e voltar ao tamanho de suplente.

Rebote II

Os interlocutores desse novo arranjo costuram uma forma de Randerson “cair pra cima”, e não voltar ao ostracismo da suplência. Uma possibilidade seria um cargo no governo estadual, mas como é filiado ao PDT poderia causar um mal-estar com a direção do partido, que hoje caminha com ACM Neto.

Rebote III

Quem não está gostando nada dessa história é o pai dele, o deputado estadual Roberto Carlos, que até chorou na posse do filho no dia 6 de abril, em cerimônia que teve familiares e amigos no Salão Nobre da CMS.

Guerra de narrativas

A confusão da “sessão” improvisada realizada por vereadores da base de Bruno Reis após se depararem com o plenário da Câmara fechado foi mais um capítulo do ambiente de tensão na Casa pós-judicialização da reeleição de Geraldo Júnior. Em meio à atuação das “forças ocultas” e à guerra de discursos, uma das narrativas ouvida pela NSP de um vereador da base chamou atenção: a de que os votos dados pelos governistas em favor da recondução do presidente, ao invés de escancararem uma inocência - como pareceu -, teria sido uma jogada que, na verdade, colocou uma “corda no pescoço” do emedebista.

Segundo a avaliação, ao forçar o terceiro mandato em vez de se concentrar em fazer um sucessor do seu agrado, Geraldo pode ficar sem uma coisa nem outra…Do outro lado, a oposição atribui às contestações à eleição interna, mesmo após terem participado do pleito, à “dor de cotovelo” pela pulada de cerca de Geraldinho para a base petista.

Laços de família

A relação do ex-deputado J Carlos Com o ex-vereador J Carlos Filho são dignas de uma novela de Manoel Carlos. Após dois anos de muito conflito e farpas de um lado e do outro, pai e filho enfim selaram a paz com as bençãos de Bruno Reis. O que não se sabe se a trégua foi selada por amor ou pela dor. Após alianças duvidosas construídas pelo ex-vereador de Salvador, nos bastidores do Thomé de Souza comenta-se que o único caminho para a sobrevivência política da família seria a união. Será que a união se sustenta nos próximos capítulos dessa novela?

Climão

Gerou aquele climão o discurso do prefeito Bruno Reis durante a inauguração do Hospital Mater Dei, no domingo (1º). Ao saudar as autoridades presentes, o gestor municipal chamou Rui Costa de “ex-governador”. Em clima tenso por conta do período eleitoral, a plateia e ACM Neto gargalharam, Rui Costa sorriu amarelo, mas sem olhar para Bruno Reis em nenhum momento. Estava lendo os papéis com os nomes das autoridades presentes e assim permaneceu.

Confissão

Um dia depois, Bruno Reis atribuiu o “lapso” ao cansaço por causa da agenda intensa de pré-campanha eleitoral que teve ao lado de ACM Neto em municípios da região norte da Bahia, como Juazeiro – sua terra natal. Mas também admitiu que “foi realmente algo intencional”. A confissão veio no final de uma entrevista na chegada à cerimônia de lançamento do livro do vereador Luiz Carlos (Republicanos), no bairro do Comércio.

Piseiro da sofrência

Por falar em cansaço, o vice-governador João Leão trocou os gêneros musicais durante a sua última agenda ao lado de ACM Neto enquanto pré-candidato a senador, em Sento Sé. O “piseiro” da caminhada de três quilômetros virou “sofrência” para o cacique pepista, que teve mais um mal-estar, após o rojão. O resultado foi a desistência de Leão de se lançar ao Senado e a substituição por seu filho, o deputado Cacá Leão.

Ritmo moderado

No anúncio oficial do recuo, Leão admitiu o golpe: “Não é fácil não, viu gente. Não é fácil mesmo. Nós tivemos uns dias que fizemos cinco municípios em um dia. Eu fiz um piseiro, que todos vocês viram na mídia, de três quilômetros de extensão”. Agora, sob trilha sonora mais tranquila e com ritmo mais moderado, Leão trilhará o caminho para a Câmara dos Deputados.

Jogando contra

Em tempos de eleição, com a base diminuindo, numa pasta estratégica o conselho é: atenda bem aos seus e tente atrair os outros. Mas tem assessor da secretaria de Educação do estado dobrando a aposta. Não atende, não fala, não marca reunião, ou seja, parece operar para o campo adversário. Os deputados da bancada do governo já “cortam um dobrado” para contrapor a agenda negativa da pasta e ainda se deparam com uma assessora que nem sequer atende! É bom ficar atendo para corrigir o curso do rio antes do precipício.

Cadê Coronel?

Integrantes xiitas do PT e da base do governador Rui Costa levantaram questionamentos sobre a “ausência” do senador Angelo Coronel, do PSD, na pré-campanha de Jerônimo Rodrigues. A resposta para o “cadê Coronel” veio em tom curto e grosso. Coronel não está, mas a aeronave dele está. A sessão

Campanha eleitoral à paisana

O show de Gilberto Gil na Concha Acústica pelos 26 anos do Sindsefaz virou, escancaradamente, um ato de apoio ao ex-presidente Lula. O cantor, inclusive, endossou a manifestação: "é a juventude dizendo o que ela quer. Porque o que está aí, ninguém quer mais". Apesar de expressivo, o grito pelo petista não foi unanimidade, porque muita gente torceu o bico com politização da festa. Pré-candidato do PT ao governo da Bahia, Jeronimo Rodrigues, botou a cara no palco, mas recusou o microfone, preferiu sair pelo meio do povo tirando fotos. Foi melhor com a imagem do que com as palavras. Jaques Wagner, que também foi anunciado, não apareceu nem na hora da cerimonia institucional, nem depois. Ficaram à paisana...

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