Recentemente foi divulgado na mídia que as carteiras de estudante emitidas pela Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas de Salvador (Ames Salvador) foram rejeitadas em alguns estabelecimentos culturais da capital baiana. Por conta disso, os estudantes estão sendo impedidos de pagar meia-entrada nos locais, segundo informações divulgadas pelo jornal A Tarde. Agora, a polêmica envolvendo a carteirinha é que uma denúncia dá conta da falta de legitimidade da Ames para a emissão.
A Ames se pronunciou e afirmou que possui respaldo jurídico para emitir a carteira, que é adquirida por R$ 15. A entidade não possui Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Conforme o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), a carteira deve trazer informações codificadas sobre o estudante, no entanto, deve ser emitido por uma entidade que atue como pessoa jurídica.
O dirigente da União Estadual dos Estudantes, Vinícius Daniel Calmon registrou queixa na delegacia contra a Ames, em nome de Yuri Miranda Oliveira, que seria aluno da Unime e o elo entre os estudantes e a confecção das carteiras rejeitadas. Dias depois, a delegada responsável pelo caso pediu mais esclarecimentos. A denúncia é de que eles estariam emitindo as carteiras em desacordo com a legislação. O denunciante pede que o fato seja noticiado ao Ministério Público.
No primeiro boletim de ocorrência, o denunciante afirma que possui um serviço de fornecimento de carteiras de estudante para qualquer instituição de ensino e que tomou conhecimento, através de uma representante da faculdade Unime, que uma pessoa de nome Yuri Miranda estava falsificando as carteiras e o registro. Procurado pela reportagem, o acusado não se manifestou.