Polícia

Cão Orelha: Garota que aparece em vídeo com adolescente nas agressões diz que não viu ataque

Reprodução/Redes Sociais
Imagens de câmera de segurança flagram adolescente acompanhada de suspeito momentos antes do ataque  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 06/02/2026, às 13h14



A garota que aparece em vídeo andando com o adolescente suspeito de agredir o cão Orelha, não presenciou o ataque que matou o animal comunitário, na Praia Brava, em Florianópolis (SC).

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A investigação foi concluída na última terça-feira (3) e a polícia pediu a internação provisória do jovem, que foi indiciado por maus-tratos. De acordo com o g1, a versão inicial da polícia contou que Orelha passou por eutanásia após as agressões, mas a hipótese foi descartada. O laudo da Polícia Científica mostrou que o cão levou um golpe forte na cabeça e morreu pelo agravamento do ferimento.

Os registros mostraram o adolescente saindo do condomínio às 5:25 do último dia 4 de janeiro e voltando às 5:58, acompanhado de uma amiga adolescente. A polícia afirmou que as agressões aconteceram nesse meio tempo, por volta das 5:30.

Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina
Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina

A delegada Mardjoli Valcareggi contou que ouviu a menina e a polícia descartou o envolvimento dela na agressão. A conclusão foi possível após a análise de mais de mil horas de imagens, mas não detalhou mais sobre o acontecimento. A menina não ficou com o adolescente por todo o tempo e também não presenciou qualquer agressão ao animal.

Jovens investigados

O delegado Renan Balbino explicou que a participação de quatro adolescentes investigados inicialmente nas agressões ao animal foi descartada. O motivo apontado foi que as agressões aconteceram na madrugada do dia 4 de janeiro e dois deles conseguiram comprovar que não estavam nem próximos do local onde houve as agressões.

Os outros dois estavam nas proximidades, mas apenas um deles foi colocado como o mais próximo e se tornando o principal suspeito. Nenhuma identidade dos dois envolvidos foi revelada pela investigação por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que prevê sigilo absoluto nos casos que envolvem menores de idade.

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