Polícia

Estudantes de universidade são expostas em ‘ranking’ sexual; entenda

Reprodução
Inquérito da Polícia Civil investiga a criação de ranking sexual com fotos de alunas da Unoeste em grupo de mensagens  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 22/08/2026, às 13h43 - Atualizado às 13h44



A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar a responsabilidade pela criação de um “ranking” sexual divulgado em Presidente Prudente, no interior do estado, com rostos de mais de 50 estudantes de psicologia, todas mulheres, de uma universidade particular do município. O caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e pela universidade.

Receba as principais notícias de Política no canal do BNews no WhatsApp

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

O "ranking" fazia a exposição e avaliação alunas da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) com termos de teor sexual e depreciativo, utilizando fotos publicadas em redes sociais. O material era  distribuído em um grupo fechado de aplicativo de mensagens.

No grupo, comentários de todos os tipos eram feitos por alunos sobre o "ranking". "Tirei as lésbicas e as gordas", disse um deles. "Tem umas aí que eu discordo", apontou outro. "Deliciosíssima", "comível" e "errebentaria" foram outras palavras utilizadas.

Reprodução
Reprodução

Na noite da última quinta-feira (20), estudantes e ativistas fizeram um protesto com cartazes e faixas em frente ao Campus II da Unoeste, às margens da Rodovia Raposo Tavares (SP-270).

É algo nojento, esdrúxulo. [...] A gente fica completamente sem chão”, desabafou uma das universitárias expostas.

Em entrevista à TV TEM, afiliada da Rede Globo, a jovem, que preferiu não se identificar, disse que soube do caso na quinta-feira (20), por meio de uma nota de repúdio que a Atlética da instituição publicou nas redes sociais. 

“Eu fui vendo e passando as fotos, os comentários, e percebi que as meninas que estavam nas fotos eram amigas de sala. Então, eu fiquei muito triste. Mas, vendo melhor as fotos, eu vi que estava lá também. Isso me deixou com uma crise de ansiedade, eu não sabia o que fazer”, disse.

A jovem disse que o homem que fez a edição era seu colega de sala e amigo.  

É uma nojeira. O homem que fez a edição mesmo era meu amigo de turma, sentava do meu lado, sabe? Então é algo nojento, esdrúxulo. A gente só vê por reportagens e a gente acha que nunca vai acontecer com a gente, né? E, quando acontece, a gente fica completamente sem chão”.

Segundo ela, a universidade realizou uma reunião com alunos e ofereceu suporte necessário em questões de saúde mental.

Até o fim da tarde desta sexta-feira (21), seis vítimas foram identificadas e cinco suspeitos são investigados.

Em nota, a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) afirmou que abriu uma apuração interna prioritária para a identificação dos autores da lista e aplicação das punições disciplinares previstas no regimento da instituição.

A Unoeste repudia qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade. A instituição está acolhendo as acadêmicas envolvidas e reforça a importância de não compartilhar o conteúdo para não ampliar os danos às vítimas”, informou a instituição.

Já a Polícia Civil destacou que a investigação conduzida pela DDM está em fase inicial, com a colheita de depoimentos e preservação de provas digitais do grupo de mensagens.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)