Polícia

Justiça cita "extrema gravidade" e mantém prisão de integrantes da TUI acusados de matar membro da Bamor

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Suspeitos teriam participado de execução de membro de organizada; vítima morreu com nove facadas e afundamento craniano  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 25/08/2026, às 17h21



A Justiça converteu em preventiva a prisão dos integrantes da Torcida Uniformizada Imbatíveis (TUI) acusados de terem assassinado José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, horas antes do clássico Ba-Vi realizado no último domingo (23), em Salvador. Marcus Vinicius Costa Magalhães, Sérgio Gabriel Reis dos Santos, Tiago Franco Barbosa Lima Silva, Caique Santos Chaves, Neithan Oliveira dos Santos e Guilherme Maia da Luz seguirão presos por terem participado do crime no último final de semana.

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Na decisão, obtida pelo BNews, expedida nesta terça-feira (25), o juiz Horário Moraes Pinheiro, da 1ª Vara de Garantias de Salvador, lista os indícios que motivaram a conversão da prisão. O magistrado pontua que Marcus Vinicius foi identificado por outras vítimas agredidas como um dos responsáveis diretos na morte de José Alexandre. Ele teria, segundo a investigação, dado golpes de faca na vítima, que era integrante da Torcida Organizada Bamor, rival da TUI. Os outros acusados também participaram do crime e tiveram vestígios de sangue identificados nas roupas que usavam, o que ligou o grupo ao crime.

"As circunstâncias fáticas da prisão são de extrema gravidade", citou o juiz. Segundo apurado pela polícia, o grupo integrado por dezenas de torcedores da TUI teria utilizado ao menos, dois veículos para fechar a região da Via Regional e provocar a colisão forçada das motocicletas conduzidas pelas vítimas. A investigação apontou que a ação contou com cerca de 100 torcedores, que passaram a agredir os rivais com facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e artefatos explosivos e incendiários improvisados, como bombas caseiras e rojões.

Informações da polícia técnica apontaram que José Alexandre tinha pelo menos nove perfurações por arma branca no corpo, sendo seis nas costas e três na cabeça, além de afundamento craniano frontal motivado pelos golpes.

"A violência decorrente da rivalidade entre torcidas organizadas nesta Capital e em toda a região metropolitana está em índice alarmante", narra o juiz. Horácio Pinheiro reconheceu esforços das autoridades e das forças de segurança em relação à imposição da torcida única nos estádios e do reforço do acompanhamento policial das agremiações. No entanto, ele identificou que há um "recrudescimento da rivalidade" entre torcidas e aumento do número de episódios de confronto nos dias de espetáculos esportivos.

É preciso a atuação do Poder Judiciário no sentido de manter custodiadas as pessoas envolvidas na prática de tais delitos, sob pena de o sentimento de impunidade desencadear nova série de retaliações e aumentar a sensação de insegurança da coletividade, sobretudo tratando-se de crime de homicídio, que atenta contra o bem maior do homem, sua vida", destacou o juiz.

Os seis envolvidos foram encaminhados para o Conjunto Penal Masculino de Salvador, na Mata Escura, e estão à disposição da Justiça.

Sétimo preso foi encontrado com bombas caseiras 

Em procedimento distinto, também relacionado aos episódios de violência envolvendo torcidas organizadas antes da partida, a Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de um sétimo envolvido, que não teve a identidade revelada. Conforme os autos, ele foi abordado por policiais militares na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro do Lobato, em um veículo ocupado por integrantes da torcida organizada “Os Imbatíveis”.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ele estava em posse de um artefato explosivo artesanal, rojões, socos-ingleses, canivetes, barras de ferro, tinta spray, cordas, faixas e outros materiais associados à torcida organizada. De acordo com a decisão, o próprio investigado teria informado em interrogatório que transportava barras de ferro para eventual confronto com integrantes de torcida rival.

Classificação Indicativa: Livre

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