Política
Publicado em 24/07/2026, às 15h11 - Atualizado às 15h47 Bernardo Rego e Daniel Serrano
O pré-candidato a deputado estadual, Kleber Rosa (PSOL), partipou nesta sexta-feira da convenção do partido, momento em que o seu nome vai ser referendado como candidato a uma cadeira da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
Durante conversa com a imprensa, Rosa falou sobre a intensidade da campanha, o crescimento do PSOL em Salvador e a vontade de aumentar o número de parlamentares na Alba. "O que muda é só a intensidade do nosso ritmo. Eu que já venho caminhando, construindo essa pré-candidatura a deputado estadual, então agora a gente está em rota de intensidade absoluta. A convenção hoje deve confirmar o meu nome como candidato a deputado estadual, deve confirmar toda a nossa chapa. Então, a gente agora tá com um time pronto, confirmado, formalizado, para poder pegar a estrada com mais intensidade ainda e garantir uma presença marcante do PSOL, da federação PSOL Rede, nessa eleição. Confirmando o que nós temos feito nas últimas eleições, que é propor um debate, apresentar um programa e incidir de forma significativa nos resultados e nos desdobramentos do processo eleitoral", disse Kleber.
Kleber também comentou a respeito de o PSOL lançar a sua candidatura própria do governo da Bahia, apesar de apoiar o presidene Lula no âmbito nacional e no estado não vai estar ao lado do governador Jerônimo Rodrigues.
"O PSOL não abre mão de se afirmar como alternativa para o Brasil, consequentemente para a Bahia, de um programa de esquerda. Nesse sentido, o que muda é a nossa inflexão em relação à candidatura de Lula. Sabemos que a gente vive um momento histórico, extremamente sensível. Passamos recentemente por uma tentativa de golpe no Brasil, justamente por a gente ter sido governado por um grupo autoritário, um grupo golpista e nós não podemos correr o risco de que esse grupo, que são os bolsonaros e sua família, retornem ao poder. Então, apoiamos Lula antes, porque já tínhamos a leitura desse perigo, e ela se confirmou e vamos apoiar novamente, porque Lula é o que nós temos de fato como muro de contenção para o retorno desse grupo autoritário, da extrema direita, e é o que nós temos para garantia do espaço democrático de direito", pontuou.
O psolista disse ainda estar bastante animado e convicto de que a legenda vai crescer dentro da Alba e o objetivo, segundo Kleber, é eleger três parlamentares em outubro para representar o estado. "O PSOL cresceu, vocês tão acompanhando. Crescemos do ponto de vista numérico na Bahia, com o número de vereadores que a gente elegeu. Crescemos em Salvador com o dobro da nossa bancada, e a gente não tem dúvida que isso vai se refletir nessa eleição, na Assembleia Legislativa, com a ampliação do nosso tamanho", destacou.
Ainda durante a conversa ele respondeu se há algum risco de PSOL ser uma espécie de apêndice do PT para fortalecer a reeleição de Jerônimo Rodrigues. "Não corre o risco não. Porque o PSOL, ele tem cara própria, o PSOL tem uma identidade própria. Nossa população já entendeu que o PSOL é um partido que se diferencia dos outros, um partido que preserva sua tradição de esquerda que não abre mão dos seus princípios, que não faz alianças para esvaziar o nosso programa, né? E a gente vem se confirmando como um partido radical, não sectário, não extremista, mas como um partido radical do ponto de vista da manutenção dos nossos princípios, da manutenção dos nossos ideais, e de não abrir mão de persistir na construção de um programa na Bahia que de fato se referencie nos interesses do nosso povo", esclareceu.
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