Polícia
por Bernardo Rego
Publicado em 07/02/2026, às 12h08
Após concluir o inquérito que apura a morte do Cão Orelha, que aconteceu no dia 4 de janeiro na Praia Brava, em Santa Catarina, a Polícia Civil solicitou a apreensão do passaporte do adolescente acusado de participação. A informação foi confirmada pela corporação ao Bnews.
Ainda segundo a Civil, o Ministério Público de Santa Catarina se manifestou favorável ao pedido feito pela Polícia Judiciária. A polícia informou ainda que tem atuado de forma constante para que a denúncia dos envolvidos possa prosseguir para a Justiça junto com as demais provas já obtidas nas investigações da morte do Cão Orelha.
O Cão Comunitário Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã, na Praia Brava. Segundo os laudos da Polícia Científica, ele sofreu uma pancada contundente na cabeça, que pode ter sido por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, Orelha foi resgatado por populares e morreu em uma clínica veterinária por conta dos ferimentos.
Para chegar ao autor do crime, a Polícia Civil analisou mais de 1 mil horas de filmagens na região, em 14 equipamentos que captaram imagens. Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens.
O adolescente envolvido na prática delituosa viajou ao exterior e permaneceu até o dia 29 de janeiro, mas foi interceptado ao chegar no Brasil. Por conta da gravidade do caso Orelha, a Polícia pediu a internação do adolescente, que é equivalente a uma prisão de adulto.
O MP vai solicitar junto à Polícia Civil, nos próximos dias, diligências complementares nas investigações. A 10ª Promotoria de Justiça, em análise preliminar do Boletim de Ocorrência Circunstanciado, identificou lacunas que precisam ser completadas na apuração da possível participação de adolescentes em atos infracionais análogos a maus-tratos contra animais, relacionados à morte de um dos cães. O MPSC também segue apurando a possível prática de coação no curso do processo e ameaça envolvendo familiares dos adolescentes investigados e um porteiro de um condomínio da Praia Brava.
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Bernardo Rego
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