Polícia
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 09/07/2026, às 17h23
A cobertura de uma prisão em flagrante terminou em um impasse entre uma equipe de reportagem da TV Aratu e uma investigadora da Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (8), em Salvador. Segundo a emissora, os profissionais foram impedidos de se aproximar do suspeito enquanto ele era conduzido à unidade policial após ser preso na localidade da Baixa da Égua, no bairro Engenho Velho da Federação. A reportagem acompanhava a ação policial desde a captura do investigado.
De acordo com o relato, a investigadora Taiza Cardoso Silveira, não teria permitido o registro mais próximo da condução do suspeito.
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Após a repercussão do episódio, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) divulgou uma nota de apoio à investigadora e afirmou que a servidora atuava no exercício de suas funções em uma diligência de alta complexidade.
A entidade destacou que policiais responsáveis pela custódia de presos precisam ter autonomia para garantir a segurança da operação, evitar tentativas de fuga e preservar a integridade física tanto da equipe quanto do conduzido.
O sindicato também declarou reconhecer a importância da liberdade de imprensa e do direito da sociedade à informação, mas defendeu que esses princípios devem coexistir com a segurança das operações policiais e o trabalho técnico dos agentes.
Por fim, o Sindpoc informou que prestará assistência jurídica à investigadora e acompanhará o caso, reafirmando apoio à policial.
"O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia manifesta solidariedade à investigadora Taiza Cardoso Silveira e reafirma seu total apoio à servidora diante dos fatos recentemente divulgados.
É importante destacar que a investigadora estava numa diligência policial, no exercício de sua atividade funcional, em um momento de alta complexidade operacional. Nessa condição, o policial civil exercendo sua função de custódia do conduzido deve ter garantidas a autonomia para agir e o respeito necessário ao desempenho de suas atribuições, inclusive com o resguardo de sua imagem enquanto estiver em serviço e segurança do conduzido para que evite fugas e proteger sua própria integridade bem como dos demais colegas que compunham a equipe.
O sindicato reconhece e defende a liberdade de imprensa, princípio essencial da democracia, bem como o direito da sociedade à informação. No entanto, esse direito deve coexistir com a preservação da atuação técnica e da segurança dos profissionais da segurança pública durante operações policiais.
Os policiais civis da Bahia desempenham papel fundamental no enfrentamento à violência e ao crime organizado, muitas vezes colocando suas próprias vidas em risco para garantir justiça e proteção à população, em especial a colega Taísa Cardoso.
Diante desse episódio, o sindicato prestará toda a assistência jurídica necessária à investigadora Taiza Cardoso Silveira e acompanhará o caso de forma permanente, reafirmando seu compromisso com a defesa das prerrogativas, da dignidade e dos direitos de todos os policiais civis baianos."
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