Política

Salvador vive uma indigência cultural, diz Olivia Santana

Imagem Salvador vive uma indigência cultural, diz Olivia Santana
A Fundação Gregório de Matos perdeu o seu quarto diretor desde o início do governo João Henrique  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 24/07/2011, às 12h02   Luiz Fernando Lima



Ao que parece a área cultura permanece secundária na gestão João Henrique. Isto porque a Fundação Gregório Matos (FGM), que deveria cuidar do segmento na capital estado, perdeu recentemente o seu quarto gestor, o jornalista Ipojucã Cabral, que agora é assessor do governador Jaques Wagner. Para o seu lugar deve ser nomeada Isa Maria da Silva

Popó, como é conhecido o jornalista, assumiu a FGM em outubro do ano passado com dois objetivos principais: reinaugurar o teatro Gregório de Mato, fechado em 2009 para uma pequena reforma, e instituir o Conselho Municipal de Cultura. Nenhum foi cumprido.

A vereadora Olivia Santana (PCdoB), que é integrante da comissão de Educação, Cultura, Esporte e Laser da Câmara, lamentou, em conversa com Bocão News, mais esta mudança. A comunista relatou que dias antes de Ipojucã deixar o cargo aconteceu uma audiência pública para discutir com a sociedade civil as políticas públicas do setor.

Para Olivia, a participação da representante da FGM na audiência foi “sofrível”. A vereadora criticou, outra vez, a postura do Executivo municipal, que não consegue colocar o teatro Gregório de Matos na ativa, prometida há 4 anos, tampouco consegue instituir o conselho.

No informe enviado à imprensa, o secretário municipal de Educação, Carlos Soares, à época que Ipojucã assumiu a fundação, garantiu que uma das metas seria a criação e instalação do Conselho Municipal de Cultura. “Uma medida que já estava na pauta do prefeito João Henrique e para que isso ocorra vamos conversar com todos os segmentos da área cultural”, assegurou o presidente da FGM. Não aconteceu.

A vereadora ressaltou o fato de que na Bahia 61 cidades estão vinculadas ao Sistema Nacional de Cultura, que permite o repasse e a investimento no segmento de forma transversal. “A capital do estado no que diz respeito a política pública vive uma indigência cultural”, conclui Olivia.

A reportagem do Bocão News tentou, sem sucesso, contato com o secretário de Comunicação e com vereadores da base governista.

Para ler a matéria publicada quando o jornalista assumiu a FGM, clique aqui

Foto: Edson Ruiz // Bocão News

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