Política

Arquidiocese de Salvador apoia fim do arrastão da Quarta-Feira de Cinzas e pede ao prefeito sanção do projeto

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O texto foi elaborado após reunião do Conselho Presbiteral da Arquidiocese que demonstrou apoio à medida  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 04/10/2019, às 08h51   Victor Pinto



Através de nota oficial, o arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, se posicionou favorável ao projeto, aprovado pela Câmara de Salvador, que decreta a proibição do arrastão da Quarta-Feira de Cinzas no pós-Carnaval. De autoria do vereador Henrique Carballal (PV), a proposição foi aprovada em setembro e tem gerado repercussão nas classes religiosa, artística e política.

A nota oficial da Igreja Católica soteropolitana foi elaborada após reunião do Conselho Presbiteral da Arquidiocese que demonstrou apoio à medida e pede "sensibilidade" do prefeito ACM Neto (DEM) para sanção para "o bem da cidade e respeito aos valores". O democrata, que já se posicionou ao BNews não ser fã do arrastão, não descartou a possibilidade do veto.

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Dom Murilo ressalta que, apesar de não ter sido um pedido por parte da Igreja para ação do edil, foi pego de surpreso e com alegria, "pois cumpre-nos o dever de defender costumes e tradições praticados pelo nosso povo. Esse também foi o entendimento da maioria dos senhores vereadores que aprovou o mencionado Projeto de Lei".

Para o arcebispo, a proposta "deseja renovar a consciência de todos sobre o valor das tradições religiosas". Também ressaltou o respeito pelo período da Quaresma, iniciada na Quarta de Cinzas. "Acreditamos que os demais segmentos religiosos também desejam que suas tradições sejam mantidas e preservadas".

"Nossa Arquidiocese vê, no  Projeto de Lei agora aprovado, a oportunidade que a sociedade de Salvador, representada pela Câmara Municipal e por diversos outros organismos e entidades, tem de restaurar na cidade o ambiente propício para a vivência das  tradições do povo cristão católico, evitando qualquer forma de agressão ou desrespeito, seja durante a realização do Carnaval, seja em qualquer outra manifestação cultural", diz o texto.

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