Política

Vereador agride com socos membro do Reúne Ilhéus

Imagem Vereador agride com socos membro do Reúne Ilhéus

Sessão na Câmara votaria CEI do Transporte Público e afastamento do prefeito Jabes Ribeiro

Publicado em 29/08/2013, às 08h53        Juliana Costa (Twitter @julianafrcosta)

A sessão na Câmara de Vereadores de Ilhéus, desta quarta-feira (28), que votaria o pedido da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Transporte Público do município, terminou em confusão e agressões. Um membro do movimento Reúne Ilhéus foi agredido com um soco no olho.

De acordo com Thiago Pacheco, um grupo de manifestantes acompanhavam a sessão. A confusão teria começado quando o presidente da Câmara, Josevaldo Machado (PC do B) informou que a CEI não poderia ser votada.

“O presidente informou que a Procuradoria Jurídica não autorizou a votação pois o pedido de criação da CEI é de origem de um movimento social. De acordo com eles, só poderia ser votado se fosse de autoria de algum vereador. Começamos a protestar, mas sem nenhuma agressão”.

Ainda de acordo com Pacheco, ao saírem da Câmara, o vereador Alzimário Belmonte (PP), popularmente conhecido como Gurita, acompanhado do irmão, o agrediu com um soco no rosto.
“Estávamos tranquilos, sem nenhuma confusão. Ele veio já me agredindo. Não revidei e não fizemos nada. Os policiais foram para cima dele porque ele estava bastante alterado. Simplesmente saímos de lá e vim para a delegacia prestar queixa”.

Além da CEI, o movimento também pediu o afastamento do prefeito Jabes Ribeiro (PP), que há mais de um mês não consegue negociar com os servidores públicos, que pedem reajuste salarial e continuam em greve.

Caos

Escolas sem aulas; ônibus não saem das garagens; postos de saúde não funcionam; lixo nas ruas não é recolhido; ruas sem guardas municipais. Essa é a situação do município de Ilhéus, a 464km de Salvador. Há um mês, cerca de quatro mil servidores públicos municipais entraram em greve cobrando reajuste salarial. O prefeito está irredutível.

Em conversa com o Bocão News, Jabes tentou explicar que a prefeitura não tem condições de fazer qualquer reajuste salarial, o que acabaria prejudicando ainda mais as contas do executivo.

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Publicada no dia 28 de agosto de 2013, às 21h05

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