Caos na segurança vira crise de governo. Oposição condena
Geddel, Paulo Azi e Aleluia criticam falta de segurança e cobram atitude do governador |
Publicado em 25/11/2013, às 06h10 Juliana Nobre (Twitter: @julianafrnobre)
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Enquanto o governo do estado divulga dados de redução da violência, a população baiana vive momentos de medo e tensão em Salvador. Após a denúncia do Bocão News, divulgada neste sábado (23), quando um traficante desfilava nas ruas da Chapada do Rio Vermelho com uma escopeta nas mãos, a oposição a Jaques Wagner condena a falta de ações e cobra atitude do chefe do Executivo.
O pré-candidato ao governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), ficou indignado com a situação e criticou ferrenhamente o governador. “Já passou da hora de chamar o governador à responsabilidade para que a sociedade tenha uma sensação de segurança. Claro que é necessário aumentar o efetivo, investir em Inteligência, mas o que falta sobretudo é atitude do governador”.
Geddel ainda refere-se ao caso do assalto ao comandante da Polícia Militar, Alfredo Castro. “Eu não consigo entender, por exemplo, como um comandante foi assaltado e o governador não se pronuncia sobre o fato. É um absurdo”.
O deputado e presidente estadual do Democratas, Paulo Azi, acredita que a segurança será o ponto crucial da derrota petista nas próximas eleições. “A sensação que se tem é que o governo já desistiu de fazer uma política de segurança para a população. A cada dia se multiplicam situações que até pouco tempo não se via durante o dia. Essa é a grande derrota do Governo Wagner”.
Já o secretário de Urbanismo e Transportes de Salvador, José Carlos Aleluia (DEM), comparou a capital baiana aos países do Oriente Médio. “Vivemos em guerra civil. Aqui se mata tanto quanto lá. As pessoas estão atormentadas, com medo de saírem às ruas. Agora é preciso trabalhar em conjunto, com as polícias Federal, Civil e Militar. É um problema que atinge outras áreas. Deixou de ser um problema meramente individual para ser um coletivo. A economia é afetada pelo crime organizado. Portanto, não se pode ter nenhum tipo de tolerância".
Guarda Municipal
A Guarda Municipal de Salvador passará a trabalhar armada nas ruas da capital. A Companhia Brasileira de Cartuchos fechou os acertos com a Superintendência de Prevenção à Violência (Susprev) em processo de dispensa de licitação. Sobre o fato, o secretário Aleluia garantiu que a tropa é uma pequena contribuição para melhorar a segurança. “Mas também melhora com as câmeras instaladas em diversos locais, com a iluminação nas ruas. Temos contribuído com o que podemos. A guarda vai se focar em alguns pontos, mas ela não faz o combate sistêmico ao crime.
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