Política

ACM Neto diz lamentar politização em Itamaraju e relembra episódio parecido em 2015

Vagner Souza/BNews

ACM Neto não quis citar nomes de Rui e Bolsonaro, mas deu recado ao governador e presidente

Publicado em 14/12/2021, às 11h20    Vagner Souza/BNews    Nilson Marinho e João Brandão

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia ACM Neto disse nesta terça-feira (24) lamentar a politização, segundo ele, dos atos do governador da Bahia, Rui Costa, e do presidente Jair Bolsonaro, durante passagens por Itamaraju, cidade do extremo-sul baiano, que sofreu com as fortes chuvas na região.

"De qualquer lado que seja, não interessa se é do lado do governo federal, do lado do governo do Estado. Eu vivi uma situação muito dramática em 2015. Eu lembro que no princípio nossos adversários políticos em Salvador tentaram politizar aquele episódio tão grave das chuvas. Nós respondemos com trabalho, seridade, foco, apoio às pessoas, com investimento para permitir que as pessoas pudessem recuperar suas casas ou ter novas casa construídas", relembrou.

Para Neto, "o momento é de foco em cuidas das pessoas". "Tem que esquecer e deixar de lado qualquer divergência política, debate partidário", completou.

O governador Rui Costa reagiu e prestou solidariedade aos repórteres Camila Marinho e Cleriston Santana, da TV Bahia, que foram agredidos por seguranças do presidente Jair Bolsonaro durante a visita a Itamaraju, na manhã deste domingo (12). Ao lado do senador Jaques Wagner (PT), o governador sobrevoou neste domingo áreas atingidas pelas chuvas no extremo-sul baiano.

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O presidente Jair Bolsonaro comparou a catástrofe no extremo-sul da Bahia provocada pelas fortes chuvas com a decisão que Rui Costa tomou ao fechar o comércio durante o pico da pandemia do coronavírus, em 2020.

O presidente respondeu a uma pergunta emocionada de uma repórter, que pediu detalhes do investimento federal na ajuda às cidades atingidas pela chuva na região.

"Também tivemos catástrofe ano passado, quando muitos governdores, o pessoal da Bahia, fechou todo o comércio e obrigou o povo a ficar em casa. O povo, grande parte informais, foi condenado a morrer de fome dentro de casa. O governo federal atendeu a todos com o auxílio emergencial", afirmou.

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