Política
por Anderson Ramos
Publicado em 18/06/2026, às 11h53
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prestou solidariedade a Jaques Wagner (PT) após o líder do governo Lula na Casa ter sido alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18).
Em entrevista coletiva nesta manhã, Alcolumbre defendeu a presunção de inocência de Wagner e criticou as condenações antecipadas sobre o caso.
Precisamos entender que ninguém nesse país pode ser condenado antes do trânsito em julgado. E todos nesse país podem ser investigados, isso é normal no estado democrático de direito. Mas todos têm que ter a presunção de inocência. Seja ele senador ou deputado federal do PT, ou seja ele senador ou deputado federal do PL", afirmou Alcolumbre.
"Um homem público, quando sofre uma operação, ele já está condenado para a opinião pública. Esse mantra de que todo mundo é culpado antes que se prove o contrário está errado no Brasil. Minha solidariedade integral a um colega senador da República", complementou o senador.
Operação
A investigação da PF apura se um imóvel de luxo no valor de R$ 2,5 milhões seria uma espécie de propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master ao petista.
A família de Wagner também é alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18) autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) na Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
A PF encontrou diálogos e outros elementos que indicaram a existência da transação, que seria uma contrapartida por ações do senador a favor dos interesses do Master e de Augusto Lima.
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